Mato Grosso do Sul acrescentou 857 quilômetros de rodovias asfaltadas entre janeiro de 2023 e o início de 2026 e estabeleceu a meta de alcançar 6.660 quilômetros pavimentados até 2030, número que pode ultrapassar, pela primeira vez, a extensão de vias não pavimentadas no estado, excluídas as áreas do Pantanal. O avanço resulta de um conjunto de obras de pavimentação, restauração e aplicação de revestimento primário distribuídas por todas as regiões sul-matogrossenses.
Expansão da malha rodoviária
Ao início da atual gestão estadual, a rede asfaltada somava 5.131 quilômetros. Com os projetos em execução, a expectativa é atingir 5.988 quilômetros até o fim de 2026, antes de chegar ao patamar projetado para 2030. A estratégia prioriza corredores logísticos considerados essenciais para o escoamento da produção agroindustrial, a ligação entre polos regionais e a redução do tempo de deslocamento da população.
Principais trechos concluídos ou em fase final
As entregas recentes incluem a MS-345, conhecida como Estrada do 21, que liga o km 21 a Bonito passando por Águas do Miranda; a MS-347, entre Dois Irmãos do Buriti e Nioaque; e a pavimentação da MS-382 na região da Baía das Garças. Outros lotes contemplados são dois segmentos da MS-352, entre Terenos e Ponte do Grego; 21,8 quilômetros da MS-258 na localidade de Capão Seco, em Sidrolândia; e a primeira etapa da MS-338, em Ribas do Rio Pardo.
Obras financiadas pelo BNDES
Parte significativa dos investimentos provém de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Dos R$ 2,6 bilhões aprovados para a infraestrutura viária estadual, recursos já viabilizam intervenções na MS-320, em Três Lagoas, e na MS-316, entre Inocência e o Rio Indaiá Grande. Esses eixos são considerados estratégicos para a indústria de celulose em expansão na região Leste e para a conexão com o estado de São Paulo.
Cronograma de recuperação de pavimento
No segmento de restauração, as frentes de trabalho abrangem a MS-276, entre Vila São Pedro e Deodápolis; a MS-436, de Camapuã a Figueirão; além de trechos das rodovias MS-180, MS-156 e MS-295. As ações objetivam prolongar a vida útil do pavimento e elevar o nível de segurança viária.
Intervenções regionais
Na região Leste, além da MS-320, avançam as obras na MS-444, entre Selvíria e MS-112; na MS-316, entre Inocência e Paraíso das Águas; e na MS-324, que liga Água Clara à BR-060. No Sudeste, a pavimentação da MS-134 reforça a rota entre Nova Andradina e o distrito de Casa Verde, enquanto a primeira etapa da MS-040, entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia, utiliza recursos exclusivamente estaduais.
No Sul, as frentes de trabalho abrangem a MS-162, entre Maracaju e a Placa do Abadio, em Dourados; a MS-378, entre Ponte Guaíba e Caarapó; além de trechos da MS-380 e da MS-289. No eixo central, destacam-se as intervenções na MS-244, região do Taboco, e na MS-355, entre Dois Irmãos do Buriti e Terenos, além das etapas finais das rodovias MS-245 e MS-338.
Investimentos em revestimento primário
Em áreas onde o asfalto não é indicado por razões ambientais ou estruturais, o governo estadual aplica revestimento primário para garantir trafegabilidade. De acordo com balanço oficial, já foram investidos cerca de R$ 456 milhões em mais de 505 quilômetros com esse tipo de intervenção. O pacote contempla trechos na MS-454, em Forte Coimbra; no Porto São Pedro; na Estrada do Firme; na Estrada da Barranqueira, em Coxim; e no acesso ao Porto Esperança. Permanecem em execução frentes na MS-214, MS-168, MS-228 e no acesso ao Porto Rolon.
Objetivos declarados pelo governo
Segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, o foco das obras é melhorar as condições de deslocamento, aumentar a segurança e fortalecer a economia local. A gestão estadual argumenta que cada quilômetro asfaltado reduz custos de transporte, impulsiona o desenvolvimento regional e contribui para a integração das comunidades.
Com a projeção de ultrapassar a malha não pavimentada até 2030, Mato Grosso do Sul busca consolidar-se como hub logístico no Centro-Oeste, ampliando a capacidade de escoamento da produção agropecuária, atendendo demandas industriais e elevando a qualidade de vida de quem depende diariamente da malha rodoviária estadual.









