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Simone Tebet lidera disputa pelo Senado em São Paulo, e Tereza Cristina antecipa busca pela presidência da Casa

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (29), indica a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), na frente da corrida por uma das duas vagas de São Paulo no Senado Federal nas eleições de 2026. Em todos os cenários simulados, Tebet aparece com índice que varia de 14% a 15% das intenções de voto, percentual suficiente para colocá-la na liderança isolada do levantamento.

O estudo mapeou ainda a distribuição dos demais pré-candidatos. Ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB) figura entre os mais citados, seguido pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), pelo secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL), e pelo empresário Pablo Marçal (PRTB). Embora a pesquisa traga nomes conhecidos do eleitorado paulista, a soma de entrevistados que declararam voto branco, nulo ou que se dizem indecisos permanece elevada, sinalizando que o quadro segue aberto a pouco mais de dois anos do pleito.

Paralelamente à divulgação dos números, Simone Tebet rechaçou especulações de que poderia integrar, como vice-governadora, uma eventual chapa liderada pelo governador Fernando Haddad (PT) em 2026. Segundo a ministra, o foco está mantido na pré-candidatura ao Senado por São Paulo, objetivo que motivou a recente transferência de seu domicílio eleitoral para o estado. Tebet argumenta que a mudança busca ampliar o diálogo político dentro da frente ampla que sustenta o governo federal.

A ministra também destacou que a agenda no Planejamento segue alinhada às prioridades do Executivo e que seu papel no ministério não conflita com o calendário eleitoral. Mesmo assim, interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que a visibilidade de Tebet na Esplanada pode consolidar sua posição entre o eleitorado paulista até a formalização das candidaturas em 2026.

No Senado, outra movimentação envolve a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ex-ministra da Agricultura, ela voltou a descartar a possibilidade de compor, como vice, uma chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tereza Cristina afirmou que não recebeu convites nem sondagens formais e reforçou que seu principal projeto político é disputar a presidência do Senado na sucessão do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), cujo mandato à frente da Casa se encerra em fevereiro de 2027.

Apesar de dizer-se honrada por ter o nome lembrado para a corrida ao Palácio do Planalto, a senadora ressaltou que pretende concentrar esforços na articulação interna com as bancadas partidárias. A ideia, de acordo com interlocutores, é construir uma candidatura de consenso na base aliada, contemplando partidos de centro e de centro-direita. Até o momento, Tereza Cristina evita assumir compromissos formais, mas mantém conversas com líderes do PP, do PL e do União Brasil, legendas que somam parcela expressiva de votos no colégio de 81 senadores.

Enquanto as movimentações eleitorais avançam em Brasília, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados adiou, por pedido de vista, a votação do parecer que recomenda a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por dois meses. O relatório, apresentado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE) na terça-feira (28), concluiu pela ocorrência de quebra de decoro em razão da participação de Pollon na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025. A análise do caso foi transferida para a próxima semana, período em que o parlamentar tentará reverter o entendimento do relator.

O processo contra Pollon reflete uma série de embates entre governistas e oposição ocorridos ao longo da atual legislatura. Caso o parecer seja confirmado, o deputado ficará afastado das atividades parlamentares por 60 dias, sem direito a salário, mas mantendo o mandato. A defesa sustenta que não houve desrespeito ao decoro e solicita arquivamento da representação.

No âmbito municipal, Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul, enfrenta impasse sobre a atualização de seu Plano Diretor. O Executivo pretendia enviar o texto à Câmara em abril, porém o projeto foi novamente adiado e agora só deve chegar ao Legislativo em maio. O atraso tem gerado cobranças de vereadores, que relatam pressão de empreendedores cujos projetos dependem da revisão da legislação urbanística para avançar. Parlamentares afirmam que, sem o novo plano, investimentos em loteamentos e obras de infraestrutura permanecem travados.

A prefeitura atribui o novo cronograma à necessidade de ajustes técnicos solicitados por órgãos de controle, mas não detalhou quais pontos ainda estão pendentes. Vereadores cobram maior transparência sobre o conteúdo do documento e alertam para possível congestionamento da pauta quando o texto finalmente for protocolado. O tema deve dominar as discussões no plenário municipal nas próximas semanas, enquanto a administração busca consenso com representantes do setor imobiliário.

Com eleições nacionais em fase de pré-campanha, decisões disciplinares na Câmara e mudanças em leis urbanísticas locais, o cenário político mostra diferentes frentes de negociação que tendem a se intensificar nos próximos meses. A definição de candidaturas ao Senado por São Paulo, a sucessão na presidência da Casa Alta, a conclusão do processo contra Marcos Pollon e a votação do Plano Diretor de Três Lagoas despontam como pontos de atenção no calendário político de 2024.

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