A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul apreendeu uma arma de fogo de uso restrito e prendeu um homem por porte ilegal na noite de sexta-feira, 1º de setembro, em Três Lagoas. A ocorrência teve início após um desentendimento em um posto de combustíveis localizado na área urbana do município, que resultou em ameaça, agressão leve contra uma mulher e acionamento da equipe da Força Tática.
De acordo com o relato policial, os agentes foram chamados por volta do início da noite, depois que testemunhas informaram sobre uma discussão envolvendo um cliente e frequentadores do estabelecimento. Ao chegar ao endereço indicado, os militares identificaram o suspeito, que acabara de desembarcar de um automóvel estacionado próximo às bombas de abastecimento. Ele foi abordado e submetido a busca pessoal, não sendo encontrados objetos ilícitos naquele primeiro momento.
Durante a averiguação, uma testemunha informou aos policiais que o homem possuía uma arma dentro do veículo. Diante da nova informação, os militares realizaram vistoria no automóvel. Dentro do porta-luvas, segundo o boletim de ocorrência, foram localizadas uma pistola calibre 9 mm e dois carregadores municiados. As munições estavam devidamente encaixadas e prontas para uso imediato, caracterizando potencial risco em caso de eventual conflito.
Questionado sobre a documentação da arma, o suspeito declarou não possuir registro nem porte. A pistola 9 mm é classificada como arma de uso restrito, o que agrava a situação criminal quando transportada sem autorização legal. Diante da constatação, os policiais deram voz de prisão ao indivíduo pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no Estatuto do Desarmamento.
Além da arma, os dois carregadores foram apreendidos como prova. Todo o material bélico, bem como o automóvel, foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Três Lagoas, onde a ocorrência foi formalizada. A Polícia Militar lavrou também auto de apreensão da pistola e das respectivas munições, que permanecerão sob custódia à disposição da Justiça.
Segundo a narrativa reunida pelos agentes, o episódio teve início com uma brincadeira entre conhecidos no pátio do posto. A situação, entretanto, evoluiu para discussão acalorada, culminando em agressão física contra uma mulher que participava do grupo. Ela perdeu o equilíbrio durante o empurra-empurra e caiu, sofrendo lesão considerada leve. A vítima relatou o incidente aos policiais, mas optou por não registrar queixa formal contra o agressor naquele momento.
Em razão da ausência de representação pela vítima, o suspeito não responderá, por ora, por lesão corporal ou ameaça. No entanto, o porte ilegal de arma de fogo é ação penal pública incondicionada, o que significa que o processo segue independentemente de manifestação da parte ofendida. A investigação sobre a origem da pistola e eventuais outros delitos relacionados ficará a cargo da Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos.
Após a finalização dos trâmites na DEPAC, o homem permaneceu detido à disposição da autoridade judiciária. Ele poderá solicitar audiência de custódia, na qual será avaliada a eventual concessão de liberdade provisória, fiança ou manutenção da prisão. Enquanto isso, a arma e os carregadores passarão por perícia balística para verificação de número de série, procedência e possível vínculo com outros crimes.
A Polícia Militar ressaltou que denúncias de populares foram essenciais para o êxito da ação, reforçando a importância da colaboração da comunidade na prevenção de delitos envolvendo armas de fogo. A corporação informou ainda que manterá o patrulhamento ostensivo em pontos de grande circulação, como postos de combustíveis, para coibir comportamentos que possam colocar em risco clientes e funcionários desses locais.
O caso será investigado pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Três Lagoas. Caso sejam descobertas novas evidências ou se a vítima decidir registrar queixa, o inquérito poderá ser ampliado para apurar crimes de ameaça ou lesão corporal. Até o momento, o registro policial concentra-se no porte ilegal de arma de uso restrito, infração que prevê pena de reclusão e multa, conforme legislação vigente.








