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Cão farejador localiza mais de 16 quilos de entorpecentes e homem é preso em Campo Grande

Uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul resultou na apreensão de 16,194 quilos de drogas na noite de segunda-feira, 11, em Campo Grande. A ação contou com o apoio do cão farejador Bonni, especializado na detecção de entorpecentes.

De acordo com informações da corporação, as equipes realizavam patrulhamento preventivo na Avenida Gury Marques, nas proximidades do bairro Universitário, quando avistaram um homem de 23 anos caminhando pela calçada com uma mala de viagem de grande porte. O comportamento do suspeito, que demonstrou nervosismo ao notar a aproximação da viatura, chamou a atenção dos policiais.

Durante a abordagem, o indivíduo apresentou respostas consideradas contraditórias sobre o conteúdo da bagagem e sobre seu destino na cidade. Diante da atitude suspeita, a equipe optou por realizar vistoria na mala com o auxílio de Bonni. O cão indicou a presença de substâncias ilícitas, motivando a abertura imediata da bagagem para conferência.

No interior da mala, os policiais encontraram seis peças de haxixe do tipo ICE e dez sacos contendo skank, variedade de maconha com maior concentração de princípio ativo. As substâncias foram apreendidas e encaminhadas ao Departamento Especializado de Repressão ao Narcotráfico (Denar) para perícia.

Laudo preliminar do Denar confirmou peso total de 16,194 quilos, classificados como entorpecente semelhante à maconha. O valor de mercado estimado dos produtos foi calculado em aproximadamente R$ 485 mil, segundo os critérios utilizados pelas autoridades policiais para mensurar prejuízos ao tráfico.

Após a descoberta do material, o suspeito informou aos militares que havia sido contratado por meio de um aplicativo de mensagens para transportar os entorpecentes. Segundo seu relato, a viagem começou em Corumbá, município localizado na fronteira com a Bolívia, e teria como destino final a cidade de Campinas, no interior de São Paulo. Pelo serviço de transporte, receberia a quantia de R$ 1,5 mil.

O homem foi detido em flagrante por tráfico de drogas e conduzido à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol), onde foram registrados os procedimentos legais. A Polícia Militar informou que os fatos serão encaminhados ao Poder Judiciário, e o suspeito permanecerá à disposição da Justiça até a conclusão das investigações.

Com a apreensão realizada, o Batalhão de Choque reforçou a importância das rondas ostensivas em áreas de intenso fluxo de veículos e pedestres na capital sul-mato-grossense. A corporação destacou que o emprego de cães farejadores, como Bonni, amplia a capacidade operacional das equipes na localização de drogas escondidas em bagagens, veículos ou ambientes fechados.

A Avenida Gury Marques, onde a ocorrência foi registrada, liga a região central de Campo Grande a bairros da área sul e é considerada rota de passagem para veículos oriundos da fronteira. A presença de patrulhas constantes tem por objetivo dificultar o transporte de cargas ilícitas que utilizam a malha viária urbana antes de seguir para outros estados.

O Denar, responsável pela perícia e pela investigação complementar do caso, irá apurar a origem exata do entorpecente, possíveis conexões com organizações criminosas e eventuais destinatários em São Paulo. Informações iniciais indicam que a rota Corumbá–Campo Grande–Campinas é utilizada por traficantes para distribuir drogas provenientes da fronteira boliviana a centros de consumo no Sudeste.

Além do prejuízo financeiro estimado ao tráfico, a apreensão evita que mais de 16 quilos de substâncias de alta concentração química cheguem ao mercado consumidor. A Polícia Militar reforçou que denúncias anônimas sobre movimentações suspeitas podem ser encaminhadas pelo telefone 190 ou pelo canal de comunicação da corporação, contribuindo para novas ações preventivas.

Com a conclusão dos procedimentos na delegacia, o material apreendido ficará sob custódia do Denar até decisão judicial quanto à sua destinação final, normalmente incineração em data definida pela Justiça. O inquérito policial terá continuidade para identificar demais envolvidos e reunir elementos que sustentem eventual denúncia do Ministério Público.

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