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Professora de 47 anos tem poupança esvaziada após golpe telefônico em Paranaíba

Paranaíba (MS) – Uma professora de 47 anos teve toda a quantia depositada em sua conta poupança retirada por golpistas que se passaram por funcionários de uma instituição bancária. O caso, registrado como estelionato na 1ª Delegacia de Polícia Civil do município, começou com uma série de ligações telefônicas em 19 de maio e terminou com o saldo zerado na manhã de quinta-feira, 21.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu diversas chamadas informando sobre supostas “movimentações suspeitas” em sua conta. Os interlocutores afirmavam representar o setor de segurança do banco e pediam que a cliente confirmasse dados pessoais para “bloquear” operações irregulares. Desconfiada, mas preocupada com a possibilidade de fraude, a professora foi até a agência no mesmo dia para verificar o que estava acontecendo.

No atendimento presencial, funcionários legítimos identificaram duas tentativas de pagamento de boletos – um de aproximadamente R$ 9 mil e outro de cerca de R$ 3 mil. Como essas transações não tinham sido autorizadas, a agência orientou a cliente a manter o aplicativo atualizado e reforçou a necessidade de não repassar informações sensíveis por telefone.

Mesmo após o alerta, o problema continuou. Na manhã seguinte, 20 de maio, novos telefonemas partiram de números diferentes, mas com o mesmo roteiro: informar atividade suspeita e solicitar confirmação de dados. Em meio à insistência dos golpistas, a vítima relatou ter perdido o acesso ao aplicativo bancário. A senha foi rejeitada sucessivas vezes, e as mensagens de autenticação começaram a falhar.

Sem conseguir reconectar-se ao sistema on-line, a professora decidiu retornar à agência na quinta-feira, 21. Lá, recebeu a notícia de que a poupança havia sido integralmente esvaziada. O valor total subtraído não foi detalhado no boletim, mas todo o saldo disponível foi transferido pelos criminosos em transações que, segundo registros internos, ocorreram no intervalo em que a cliente estava sem acesso ao aplicativo.

Diante da situação, a vítima lavrou boletim de ocorrência para garantir os direitos e viabilizar a investigação. A 1ª Delegacia de Polícia Civil classificou o caso como estelionato e iniciou levantamento dos números de telefone utilizados, bem como a análise dos caminhos eletrônicos percorridos até o esvaziamento da conta. A instituição solicitou ao banco as quebras de sigilo necessárias para rastrear IPs, contas de destino e eventuais laranjas envolvidos.

Em nota, a Polícia Civil chamou a atenção para a modalidade conhecida como “falsa central de atendimento”. Os estelionatários geralmente fazem contato dizendo que são responsáveis pela segurança da conta e pedem a instalação de aplicativos de acesso remoto ou o fornecimento de senhas, dados pessoais, tokens ou códigos enviados por SMS. Com essas informações, conseguem assumir o controle do internet banking, alterar senhas e realizar transferências, pagamentos e saques.

As autoridades reforçam que instituições financeiras não solicitam confirmação de senha, dados de cartão ou códigos de verificação por telefone, e recomendam que qualquer cliente que receba ligações desse tipo desligue imediatamente e busque contato pelos canais oficiais do banco. Além disso, orientam a manter aplicativos atualizados, evitar clicar em links enviados por desconhecidos, desconfiar de mensagens alarmistas e, em caso de suspeita, registrar ocorrência o mais rápido possível.

Com o boletim formalizado, as investigações devem prosseguir para identificar responsáveis e recuperar valores. A Polícia Civil informou que vai cruzar dados obtidos do banco com registros de operadoras de telefonia para mapear a origem das chamadas fraudulentas. Caso sejam localizados, os autores podem responder por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão, além de multa.

Enquanto o inquérito avança, a vítima acompanha o processo e aguarda a possibilidade de ressarcimento. O banco, por sua vez, deverá analisar internamente se houve falha de segurança ou descumprimento de protocolos de verificação antes de decidir sobre eventual restituição. Até o momento, não há prazo para conclusão da apuração.

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