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Disputa pelo Senado e múltiplas pré-candidaturas aquecem cenário eleitoral em Três Lagoas

A corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul começa a se delinear com dois movimentos paralelos: o avanço das sondagens para o Senado e a formação de um leque variado de pré-candidatos em Três Lagoas. Levantamento do instituto Novo Ibrape, divulgado recentemente, aponta vantagem inicial de nomes alinhados à direita na disputa pela vaga única ao Senado que estará em jogo em 2026. No interior do estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) lidera com 24,3% das intenções de voto. Na capital, Campo Grande, o cenário é mais equilibrado: Nelsinho Trad (PSD) registra 19,5%, seguido de Azambuja, que aparece com 18,8%, e Capitão Contar (PL) com 18,6%. Já os representantes da esquerda enfrentam desempenho inferior a 10%, caso de Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB).

Em paralelo a esse retrato estadual, Três Lagoas presencia o adensamento de pré-candidaturas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. No PSDB, dois nomes de trajetória consolidada despontam: o ex-deputado estadual e ex-secretário da Casa Civil Eduardo Rocha e o ex-prefeito Ângelo Guerreiro. Ambos colocam-se à disposição do partido para a disputa de assentos no parlamento estadual. A legenda tucana avalia a viabilidade de cada um, considerando capital político, estrutura partidária e a possibilidade de divisão de votos entre candidaturas internas.

Pelo PP, o auditor fiscal Fabrício Venturoli decide retornar ao pleito estadual, enquanto o vereador Fernando Jurado articula uma pré-candidatura à Câmara Federal. Jurado busca apoio de correligionários em municípios vizinhos para ampliar sua base, enquanto Venturoli retoma contatos feitos na eleição anterior para fortalecer seu nome. Ambos avaliam que a construção de alianças regionais pode ser decisiva diante da elevada pulverização de concorrentes.

No campo da esquerda, o PT apresenta o ex-vereador Idevaldo Claudino como pré-candidato a deputado estadual. Claudino, que já atuou em pautas sociais no município, busca reposicionar o partido no debate local. Por sua vez, o Avante lança o médico Ruy Costa Neto como opção para a Assembleia. Ele aposta na visibilidade conquistada durante a pandemia para sustentar a campanha. Completa o cenário o nome de Paulo Veron, que também manifesta intenção de concorrer, embora ainda não tenha definido partido e cargo pretendido.

A multiplicidade de postulantes suscita questionamentos nos bastidores sobre a capacidade de Três Lagoas assegurar representação tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal. Líderes políticos locais ponderam que o excesso de candidaturas pode fragmentar o eleitorado, reduzindo o quociente de votos necessário para eleger nomes do município. A discussão sobre maior articulação entre partidos e pré-candidatos volta à pauta com força, tendo como objetivo concentrar esforços em projetos considerados competitivos.

Apesar das incertezas, dirigentes partidários avaliam que a exposição antecipada dos pré-candidatos contribui para medir aceitação popular e ajustar estratégias. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a gestão de recursos e com a necessidade de estruturar bases em diferentes bairros, sobretudo diante das regras de financiamento que limitam repasses e condicionam campanhas a doações aferidas.

Enquanto o quadro legislativo se projeta, a chapa majoritária que governa o estado também entra no radar das articulações. O vice-governador José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, admitiu durante agenda em Três Lagoas a possibilidade de compor novamente com o governador Eduardo Riedel (PSDB) na disputa pela reeleição. Segundo o vice, o ambiente político é favorável à manutenção da parceria, mas a decisão final dependerá das convenções partidárias. Barbosinha destacou que a eventual repetição da aliança conta com o apoio de lideranças estaduais, como o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Nos bastidores do governo, a manutenção da chapa é vista como forma de preservar a unidade entre PSDB e aliados, além de oferecer continuidade a projetos em andamento nas áreas de infraestrutura, saúde e educação. A sinalização de Barbosinha ocorre em um momento em que legendas da base discutem espaços na coligação e pressões por novos arranjos se intensificam.

Observadores políticos avaliam que a combinação entre a disputa estadual ao Senado, a provável busca pela reeleição da atual gestão e a diversificação de candidaturas proporcionará uma campanha marcada por negociações constantes. Em Três Lagoas, o desempenho dos pré-candidatos nos próximos meses deverá indicar quais nomes conseguem unificar apoios suficientes para avançar às convenções, etapa decisiva para definição das chapas que estarão nas urnas em 2026.

Com o calendário eleitoral avançando e pesquisas preliminares já em circulação, partidos aceleram agendas nas regiões do Bolsão, do Pantanal e da Grande Dourados. A expectativa é que novos levantamentos de intenção de voto, previstos para o segundo semestre, tragam indicações mais precisas sobre a força de cada postulante e ajudem a orientar possíveis recuos ou alianças. Até lá, a projeção é de intensa movimentação política e de debates sobre estratégias capazes de garantir representatividade efetiva para Três Lagoas nos poderes Legislativo estadual e federal.

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