A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) programou para o fim de junho e o início de julho a primeira edição do Festival Cultural UEMS Acolhe. A iniciativa, organizada em dois polos — Dourados e Campo Grande —, foi criada para valorizar a convivência entre a comunidade local e pessoas migrantes que residem no estado, utilizando manifestações artísticas como instrumento de aproximação.
O festival se apresenta como um espaço de encontro no qual diferentes identidades culturais podem ser compartilhadas em ambiente seguro e acolhedor. A proposta da universidade é incentivar o diálogo, a empatia e a troca de experiências por meio de atividades que envolvem arte, expressão corporal e narrativas pessoais, reforçando o compromisso institucional com políticas de acolhimento e inclusão social.
A programação contempla apresentações de dança, música, poesia, artes visuais e relatos de experiências de vida. Cada intervenção artística foi pensada para evidenciar particularidades culturais dos participantes, fortalecendo o senso de pertencimento e destacando a contribuição de grupos migrantes para a formação sociocultural sul-mato-grossense. Todas as atividades serão gratuitas e abertas ao público interno e externo à universidade.
Edição de Dourados
Em Dourados, o festival ocorrerá na manhã de 28 de junho. As atividades serão instaladas na Paróquia São José Operário, situada na Rua Joaquim Teixeira Alves, número 765, região central da cidade. O cronograma local começa às 9h e se estende até 11h30, horário em que estão previstas apresentações sequenciais de grupos artísticos formados por migrantes e por estudantes da instituição. A escolha de um espaço comunitário fora do campus pretende facilitar o acesso de moradores do entorno e de participantes que não possuem vínculo acadêmico, ampliando o alcance das ações de acolhimento.
Nesse período, o público poderá assistir a performances musicais que mesclam ritmos de países latino-americanos, danças tradicionais de diferentes continentes, declamação de poemas em diversos idiomas e exposições de obras visuais produzidas por artistas migrantes. Paralelamente, serão apresentados relatos pessoais sobre trajetórias de deslocamento internacional, reforçando o caráter multicultural do evento.
Edição de Campo Grande
Na capital, a programação será realizada em 1.º de julho, no campus da UEMS, Unidade Santo Amaro, direcionada ao período vespertino e noturno. As atividades começam às 16h e se encerram às 21h30. O espaço universitário concentrará palcos para apresentações de dança contemporânea, rodas de música, exposição de fotografias produzidas por migrantes e leituras de textos literários que abordam a experiência do deslocamento. A presença de estudantes, docentes e moradores de bairros próximos é esperada para compor a plateia e participar de oficinas de integração que ocorrerão em intervalos entre as atrações.
Durante a programação em Campo Grande, a organização disponibilizará estandes com informações sobre serviços de apoio a migrantes, incentivando o acesso a direitos e políticas públicas. Também estão previstas atividades lúdicas para crianças, permitindo que famílias inteiras participem do encontro cultural.
A entrada para ambas as edições é livre, sem necessidade de inscrição prévia. A UEMS convida toda a comunidade a comparecer, destacando que a iniciativa pretende fortalecer valores de respeito, solidariedade e reconhecimento da diversidade, considerados fundamentais para a convivência social. A presença de moradores das cidades-sede, de integrantes de coletivos artísticos e de representantes de entidades de apoio a migrantes é vista pela universidade como elemento decisivo para consolidar o festival em futuras edições.
Por ser a primeira realização do Festival Cultural UEMS Acolhe, a instituição avalia que a experiência em Dourados e Campo Grande servirá de referência para aprimorar ações de inclusão e para expandir o projeto a outros municípios do estado. O evento coloca a universidade como ponto de convergência de culturas e reforça a importância de iniciativas que reconheçam a pluralidade de histórias presentes em Mato Grosso do Sul.









