A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea), já destinou mais de 26 toneladas de ração para cães e gatos mantidos por organizações não governamentais cadastradas no município. A distribuição integra o programa Suporte Nutricional, criado em 2023 com a finalidade de auxiliar entidades que resgatam e abrigam animais vítimas de abandono ou maus-tratos.
Desde o lançamento da iniciativa, 2.493 cães e 1.224 gatos foram contemplados, totalizando 3.717 animais assistidos. Atualmente, nove ONGs participam do projeto, recebendo lotes periódicos de alimento seco adequados às necessidades de cada espécie. O fornecimento reduz parte dos custos fixos das instituições e contribui para a manutenção dos abrigos, que muitas vezes operam com recursos limitados e capacidade próxima do limite.
Distribuição realizada em etapas
Os repasses de ração ocorrem conforme a demanda informada pelas organizações. Somente em 2024, quase cinco toneladas já chegaram aos abrigos parceiros, volume que representa avanço em relação ao primeiro ano do programa. A Subea projeta entregar outras quatro toneladas até o fim de 2025, seguindo planejamento interno que leva em conta a disponibilidade orçamentária e o número de animais cadastrados.
Para receber o auxílio, cada ONG precisa estar regularizada junto ao município, apresentar documentação que comprove a atividade de proteção animal e manter atualizado o cadastro de cães e gatos sob sua responsabilidade. A supervisão garante que o alimento chegue aos destinos corretos e que seja utilizado exclusivamente para os animais acolhidos.
Objetivos centrais do Suporte Nutricional
Conforme a Subea, o programa foi estruturado para alcançar dois resultados principais. O primeiro é assegurar que os animais tenham acesso a alimentação balanceada enquanto aguardam adoção responsável. A dieta adequada evita perda de peso, previne doenças associadas à desnutrição e melhora a resposta aos tratamentos veterinários.
O segundo resultado diz respeito à sustentabilidade das entidades. Ao assumir parte das despesas com ração, o poder público permite que as ONGs direcionem mais recursos a ações de resgate, esterilização, vacinação e campanhas de adoção. Dessa forma, aumenta-se a capacidade de atendimento a novos casos de abandono ou maus-tratos na capital sul-mato-grossense.
Impacto sobre o trabalho das organizações
De acordo com levantamento da superintendência, o custo mensal com alimentação é um dos maiores desafios enfrentados pelos abrigos. Muitos operam apenas com doações eventuais de voluntários e parceiros empresariais. A entrega regular de ração, portanto, representa alívio financeiro e maior previsibilidade na gestão dos estoques.
Ainda segundo a Subea, o suporte governamental também estimula a formalização de novos grupos de proteção animal. Entidades que antes atuavam de maneira informal buscam registro para participar do programa, o que facilita o acompanhamento dos animais acolhidos e a fiscalização das condições de abrigo.
Critérios de acompanhamento e transparência
Para manter a transparência, a superintendência adota controles como relatórios de entrada e saída de ração, inspeções presenciais e atualização periódica do número de animais atendidos por cada ONG. Informações sobre o estoque remanescente e a necessidade de novos lotes são encaminhadas à secretaria municipal responsável pelo bem-estar animal, que planeja os próximos repasses.
O órgão explica que a quantidade de alimento disponibilizada varia conforme o porte, a idade e a condição física dos cães e gatos. Animais em tratamento clínico ou em fase de crescimento demandam maior aporte nutricional, o que é considerado no cálculo dos lotes. Já as entidades que apresentam redução no número de acolhidos recebem volume menor, redistribuindo a ração excedente para organizações com maior necessidade.
Próximos passos previstos até 2025
Com base nos resultados obtidos desde 2023, a Subea planeja manter a periodicidade das entregas e ampliar o número de entidades beneficiadas. A meta de quatro toneladas adicionais até o fim de 2025 deverá ser atingida por meio de novos chamamentos públicos, que permitirão o credenciamento de ONGs ainda não integradas ao programa.
Paralelamente, a Prefeitura estuda incluir ações complementares, como capacitações sobre manejo nutricional e campanhas de conscientização para estimular a adoção responsável. A expectativa é fortalecer a rede de proteção animal de Campo Grande, garantindo que cães e gatos resgatados recebam cuidados adequados até encontrarem novos lares.
Além do aspecto social, a administração municipal observa impacto positivo na saúde pública, uma vez que a boa nutrição reduz a incidência de doenças transmissíveis e, consequentemente, a pressão sobre os serviços veterinários gratuitos oferecidos pela capital.
Com a continuidade do Suporte Nutricional e o envolvimento direto das ONGs, Campo Grande consolida uma estratégia de parceria público-privada voltada ao bem-estar animal, diminuindo custos para as entidades e ampliando a assistência a milhares de cães e gatos em condição de vulnerabilidade.








