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Operação na MS-386 resulta na apreensão de 829 kg de maconha em Ponta Porã

Policiais militares rodoviários do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), vinculado ao Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) de Mato Grosso do Sul, apreenderam 829 quilos de maconha durante fiscalização na rodovia MS-386, em Ponta Porã, na manhã desta quinta-feira (18). A abordagem fez parte da Operação Protetor, que mantém pontos de controle móvel e fixo na linha de fronteira com o Paraguai.

O flagrante ocorreu nas proximidades da Base Operacional de Sanga Puitã, área de intenso tráfego entre os municípios de Ponta Porã e Amambai. Durante a inspeção, a equipe do TOR ordenou parada a um Nissan Versa. No momento da verificação dos documentos, os militares notaram sinais de nervosismo do condutor e decidiram aprofundar a vistoria.

Ao abrir o porta-malas, os policiais encontraram vários fardos envoltos em fita adesiva. A checagem visual indicou que se tratava de tabletes de maconha. Diante do material à vista, o motorista admitiu que transportava entorpecentes e autorizou a inspeção completa do veículo. No compartimento traseiro e sobre os bancos também havia pacotes, totalizando 829 quilos após a pesagem oficial realizada no local da apreensão.

Questionado sobre a origem e o destino da carga, o condutor informou que havia recebido a droga na região de Aral Moreira, município igualmente situado na faixa de fronteira. Segundo seu relato, o entorpecente deveria ser entregue no estado de São Paulo, onde receberia pagamento de R$ 15 mil pelo serviço. A identidade de eventuais receptadores ou a rota exata não foi detalhada naquele momento.

Além do motorista, um passageiro que o acompanhava também foi detido. Ambos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos na legislação brasileira. Eles foram encaminhados, juntamente com o automóvel e todo o material apreendido, para a Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, que assumiu o inquérito.

De acordo com estimativa do BPMRv, o valor de mercado da mercadoria ilícita chega a aproximadamente R$ 1,7 milhão. O montante faz parte do cálculo oficial usado pelos órgãos de segurança pública para mensurar prejuízos financeiros impostos a organizações criminosas com atuação na região de fronteira.

O comandante da operação explicou que a presença do TOR na MS-386 integra um conjunto de medidas permanentes de patrulhamento ostensivo em rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul. Essas ações visam impedir o transporte de drogas, armas, veículos furtados e outros produtos ilícitos que costumam usar o corredor rodoviário que liga cidades fronteiriças aos grandes centros do interior do país.

Conforme procedimentos de praxe, o veículo será submetido a perícia para verificar eventuais compartimentos ocultos ou modificações estruturais usadas para aumentar a capacidade de transporte de entorpecentes. O laudo pericial também auxiliará na identificação de vestígios que possam indicar envolvimento de outras pessoas na logística do crime.

No âmbito da investigação, a Polícia Civil solicitou a quebra de sigilo telefônico dos detidos para rastrear contatos recentes e identificar possíveis mentores ou financiadores do carregamento. A Assessoria de Comunicação do BPMRv ressaltou que informações colhidas em ocorrências dessa natureza costumam alimentar bancos de dados compartilhados entre forças estaduais e federais, contribuindo para futuras ações integradas.

Mato Grosso do Sul é considerado uma das principais portas de entrada de maconha produzida no Paraguai, responsável por grande parte do volume apreendido em território nacional. A proximidade de rodovias como a MS-386 com a fronteira facilita o escoamento rápido da droga em direção a mercados consumidores do Sudeste e do Centro-Oeste.

Segundo dados divulgados pelo BPMRv, a Operação Protetor tem intensificado fiscalizações em pontos estratégicos desde o início do ano. Somente nos primeiros meses, toneladas de entorpecentes foram retidas, além da recuperação de veículos com registro de furto ou roubo. A corporação reforça que denúncias anônimas podem ser encaminhadas pelo número 181, contribuindo com futuras interceptações.

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça em Ponta Porã. Caso condenados, podem receber penas que, somadas, ultrapassam 15 anos de reclusão. A droga está armazenada em local adequado e deve ser incinerada após autorização do Poder Judiciário, conforme determina a legislação antidrogas brasileira.

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