Três Lagoas recebeu, no sábado (20), novas confirmações de investimento público e privado que devem fortalecer o seu posicionamento como polo industrial de Mato Grosso do Sul. Em entrevista concedida no estúdio móvel do Grupo RCN, o ex-deputado estadual e ex-secretário de Governo, Eduardo Rocha, comemorou o anúncio da retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3) e apresentou um panorama das ações do programa estadual MS Ativo Municipalista no município.
O diálogo ocorreu durante a visita do governador Eduardo Riedel à Feira Central de Três Lagoas. Ao lado de lideranças locais, Rocha defendeu que a combinação de planejamento municipal com recursos estaduais e federais tem sido determinante para a expansão da infraestrutura urbana e industrial da cidade. Segundo o político, esse alinhamento torna possível pactuar projetos prioritários, acelerar processos licitatórios e inaugurar obras dentro de prazos estipulados.
O ponto central da entrevista foi a confirmação do reinício da construção da UFN3, complexo concebido para produzir mais de um milhão de toneladas de adubo por ano. Paralisado há anos, o empreendimento foi destravado após articulação entre o governo federal, a Petrobras e o Ministério do Planejamento. Rocha atribuiu papel decisivo à ministra Simone Tebet, lembrando que a planta começou a ser atraída para Três Lagoas quando ela ocupava a prefeitura.
Para o ex-secretário, a conclusão da fábrica ampliará a oferta de empregos diretos e indiretos, estimulará fornecedores regionais e reduzirá custos logísticos para o agronegócio sul-matogrossense. Ele ressaltou que a unidade de fertilizantes se soma a outros investimentos privados já instalados na cidade, consolidando o município como um dos principais eixos industriais do Centro-Oeste.
Além do retorno da UFN3, Rocha destacou conquistas recentes viabilizadas pelo MS Ativo Municipalista, programa estruturado para aproximar prefeituras da gestão estadual. Por meio dessa iniciativa, prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias apresentam diretamente ao Executivo de Mato Grosso do Sul as demandas locais consideradas mais urgentes. O resultado, segundo o ex-deputado, é um pacote abrangente de obras já contratadas ou em fase de licitação que envolve melhorias viárias, construção de equipamentos públicos e modernização de espaços de convivência.
Dentre os projetos mencionados, estão a entrega de novas estruturas urbanas e a climatização permanente da própria Feira Central, ponto de encontro tradicional da população três-lagoense. Rocha apontou que intervenções desse tipo elevam a qualidade de vida dos moradores e contribuem para movimentar a economia local, principalmente o comércio e o setor de serviços.
O ex-secretário enfatizou ainda o comprometimento do governador Eduardo Riedel com o municipalismo. Segundo ele, a administração estadual tem buscado manter diálogo técnico com as equipes das prefeituras para avaliar viabilidade financeira, impacto social e cronograma de cada empreendimento. “Pactuamos aquilo que o Estado consegue realizar, encaminhamos para licitação e, com o recurso garantido, inauguramos ou lançamos novos projetos”, explicou.
Rocha associou esse modelo de governança à ampliação do volume de obras públicas em execução em Três Lagoas. Na avaliação dele, a cidade vive um ciclo favorável que combina investimentos em infraestrutura, expansão industrial e políticas de geração de emprego e renda. Essa conjuntura, afirmou, reforça o potencial regional do município não apenas no setor de fertilizantes, mas também na cadeia de celulose, no agronegócio e na logística.
Durante a entrevista, o líder político aproveitou para cumprimentar os moradores pelas comemorações de aniversário da cidade. Ele manifestou confiança de que, com a retomada da UFN3 e a continuidade das ações do MS Ativo Municipalista, Três Lagoas seguirá fortalecendo sua base produtiva, atraindo novos empreendimentos e oferecendo melhores condições de vida à população.
Rocha concluiu ressaltando que a união de esforços entre os três níveis de governo – municipal, estadual e federal – permanece essencial para manter o ritmo atual de desenvolvimento. Para ele, a experiência recente demonstra que, quando prioridades locais são ouvidas e incorporadas ao planejamento estadual, as entregas se concretizam e geram resultados práticos para a comunidade.








