Um homem foi preso na terça-feira (14) na área do 10º Batalhão da Polícia Militar, em Campo Grande, depois de agredir a companheira, levar a filha de cerca de dois meses e reagir de forma violenta à abordagem policial. Durante a ação, dois militares sofreram ferimentos e a mulher, que já possuía medida protetiva, recebeu novas ameaças enquanto o suspeito era conduzido à delegacia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar retornava de um atendimento de violência doméstica quando encontrou a vítima em estado de desespero na via pública. Ela relatou que as agressões começaram dentro de casa, logo após o choro da criança. O suspeito teria arremessado uma pedra em sua direção, momento em que a mulher temeu que o objeto tivesse atingido a bebê.
Em seguida, o homem deixou o imóvel levando a filha e, segundo a vítima, pretendia se esconder na residência da mãe dele. Com a indicação do provável paradeiro, os policiais iniciaram buscas na região. Horas depois localizaram o autor, que se mostrava alterado e, conforme os militares, apresentava sinais de uso de entorpecentes.
No momento da abordagem, os policiais deram voz de prisão, mas o suspeito recusou-se a obedecer, afirmou que não seria detido e passou a agredir a equipe. Foram registrados socos, chutes e uma tentativa de agarrar a arma de um dos agentes. Diante da resistência, os militares aplicaram técnicas de imobilização para contê-lo e garantir a segurança da criança, que estava nos braços do homem.
Após ser dominado, o agressor continuou a resistir quando era colocado na viatura. Dois policiais acabaram lesionados, sofrendo cortes e escoriações nas mãos, bem como contusões no joelho e no queixo. Depois da contenção definitiva, o bebê foi entregue à mãe.
Durante o trajeto até a Delegacia de Atendimento à Mulher, o suspeito proferiu ameaças contra a companheira, que declarou interesse em representar criminalmente e confirmou a existência de medida protetiva em vigor. A polícia informou que o descumprimento dessa determinação judicial será acrescentado às acusações.
Segundo o registro oficial, o homem responderá por lesão corporal no contexto de violência doméstica, sequestro ou cárcere privado de menor incapaz, resistência, lesão corporal contra agente de segurança e ameaça. A autoridade policial avalia eventual enquadramento por desobediência à ordem judicial relacionada à medida protetiva.

Imagem: policiais
A vítima recebeu acolhimento imediato e foi orientada quanto aos procedimentos legais para manter e reforçar a proteção oferecida pela Justiça. Não houve registro de ferimentos na criança, mas a mulher informou ter buscado atendimento médico preventivo para a filha ainda no mesmo dia.
A Polícia Militar ressaltou que situações de violência doméstica com presença de menores representam risco elevado e exigem rápida intervenção, sobretudo quando há tentativa de manutenção de posse da criança pelo agressor. O órgão reforçou que denúncias podem ser feitas por meio do telefone 190 ou pelos canais específicos para casos de violência contra a mulher.
Ao final da ocorrência, o homem permaneceu à disposição da Justiça na delegacia competente. A investigação prossegue para apurar todas as circunstâncias, incluindo o possível consumo de substâncias entorpecentes antes da agressão e a extensão das lesões sofridas pelos policiais.
Os militares feridos passaram por atendimento ambulatorial e foram liberados. Já a mulher foi encaminhada à unidade especializada para registrar a queixa formal, solicitar acompanhamento psicossocial e atualizar as medidas protetivas.








