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Diferença de até 17% nos postos permite economia de R$ 35 por tanque em Campo Grande

Levantamento realizado pelo Procon de Mato Grosso do Sul entre 6 e 8 de julho identificou variação de preços de até 17% nos combustíveis comercializados em 35 postos de Campo Grande. A pesquisa abrangeu as sete regiões administrativas da capital e revelou oscilações expressivas em todos os tipos de combustível, com destaque para o óleo diesel.

Variação mais alta no diesel

O maior intervalo de preços foi observado no Diesel S500 quando o pagamento é feito com cartão de crédito. O litro chegou a custar R$ 7,36, valor 17,38% superior ao menor preço encontrado na mesma modalidade. Já o Diesel S10 apresentou diferença de 15,41%, atingindo R$ 7,49 o litro nas bombas mais caras. Para pagamentos à vista ou no débito, o preço médio mais baixo do Diesel S10 foi registrado na região do Anhanduizinho, a R$ 6,76.

Gasolina comum oscila mais de 11%

Entre os combustíveis mais consumidos em veículos leves, a gasolina comum variou até 11,31% de uma região para outra. Quando o pagamento ocorre no débito, o preço médio ficou em R$ 6,34. No cartão de crédito, a média subiu para R$ 6,49, mostrando impacto direto dos encargos financeiros nas bombas.

Etanol e GNV também apresentam diferenças

O etanol comum registrou variação de 13,26% entre os postos analisados. O menor valor, considerando compra a crédito, foi novamente no Anhanduizinho, a R$ 3,77 por litro. Para quem abastece com Gás Natural Veicular (GNV), o metro cúbico oscilou 9,11% na região central de Campo Grande, custando entre R$ 4,39 e R$ 4,79.

Economia potencial para o consumidor

Segundo os dados do Procon, um motorista que optar pelo posto com menor preço disponível pode economizar até R$ 35 ao abastecer um tanque de 50 litros. O cálculo considera as diferenças apuradas entre o valor mínimo e o máximo para cada combustível.

Comparação com o mês anterior

O órgão estadual também comparou os preços máximos de julho com aqueles verificados em junho de 2026. Houve reduções pontuais em algumas regiões da capital:

  • Etanol: queda de 6,99% nas regiões do Anhanduizinho, Prosa e Segredo;
  • Diesel S500: recuo de 6,99% na região do Lagoa;
  • Gasolina comum: redução de 5,81% nos postos do Anhanduizinho.

Já o preço do GNV permaneceu estável no comparativo entre os dois meses.

Metodologia da pesquisa

O estudo do Procon/MS foi conduzido em 35 postos distribuídos pelas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo. Os agentes coletaram os valores praticados para pagamentos em dinheiro, débito e crédito, registrando um total de 210 cotações distintas, considerando seis tipos de combustível e três formas de pagamento.

Impacto do meio de pagamento

A análise mostra que a forma de quitação influencia diretamente o valor final. Em todas as categorias avaliadas, a compra no cartão de crédito apresentou custos superiores aos observados no débito ou à vista. A discrepância é mais acentuada no diesel, onde a diferença entre as modalidades chega a ultrapassar R$ 0,70 por litro em determinados estabelecimentos.

Regionalização dos preços

A região do Anhanduizinho concentrou a maioria dos menores preços médios tanto para diesel quanto para etanol e gasolina. Por outro lado, as cotações mais altas foram encontradas de maneira dispersa, sem concentração em uma única área, o que indica diferenças de políticas comerciais entre postos e redes.

Orientação ao consumidor

Com base nos resultados, o Procon recomenda acompanhamento regular dos preços antes de abastecer, especialmente em períodos de variação significativa. A pesquisa completa está disponível nos canais oficiais do órgão, permitindo que motoristas verifiquem o posto mais vantajoso conforme o tipo de combustível e a forma de pagamento.

Embora o levantamento desta primeira quinzena de julho mostre recuos pontuais em relação a junho, a amplitude de até 17% no mesmo período demonstra que a seleção do estabelecimento continua sendo a principal estratégia para reduzir gastos com transporte na capital sul-mato-grossense.