Uma pesquisa semanal realizada em seis redes de supermercados de Campo Grande na segunda quinzena de julho apontou variações expressivas nos valores praticados para itens de alimentação, higiene e limpeza. As oscilações, que chegaram a superar 100% em produtos específicos, evidenciam a importância de comparar preços antes de efetuar as compras.
Proteínas apresentam comportamentos distintos
Entre as carnes analisadas, o coxão mole registrou a maior amplitude de preços. O corte bovino foi encontrado por valores que variaram em até R$ 14 de um estabelecimento para outro. Em uma rede houve redução de R$ 9 em relação à semana anterior, enquanto em outra foi verificado aumento de R$ 5.
No segmento das aves, o frango congelado foi o item que exerceu maior pressão de alta. Todas as redes pesquisadas reajustaram o preço, que oscilou entre R$ 9,49 e R$ 14,99. Em termos percentuais, o acréscimo mais elevado chegou a 15,4% em comparação com o período anterior.
Já a paleta suína manteve estabilidade, apresentando praticamente o mesmo patamar de preços da semana anterior nas seis lojas visitadas.
Higiene e limpeza concentram as maiores altas percentuais
O levantamento identificou aumento significativo em produtos de higiene. O papel higiênico da marca Neve apresentou a maior variação percentual da pesquisa: em um atacarejo, o pacote subiu de R$ 14,09 para R$ 28,90, alta de 105,1%.
Outro destaque foi o sabão em pó, cujo preço passou de R$ 15,98 para R$ 20,89 em um dos supermercados analisados, representando acréscimo de 30,7%.
Hortifrúti registra quedas expressivas, mas cebola encarece
No setor de frutas e verduras, foram observadas reduções relevantes em diversos itens. A batata ficou até 35,8% mais barata em um atacarejo, recuando de R$ 6,99 para R$ 4,49. Em outra rede, a queda foi de 25%, com o quilo fixado em R$ 5,99.
O tomate também apresentou retração de 21% em um dos supermercados, caindo de R$ 6,95 para R$ 5,49. No segmento de frutas, a maçã teve diminuição de 44,6% em um estabelecimento de bairro, cujo preço passou de R$ 8,99 para R$ 4,98.
Na direção oposta, a cebola liderou as altas no hortifrúti. Em um atacarejo, o quilo saltou de R$ 3,95 para R$ 6,49, incremento de 64,3%.

Imagem: Divulgação
Itens da cesta básica permanecem estáveis
Produtos essenciais como arroz, óleo de soja e açúcar refinado mostraram pouca variação entre as duas medições realizadas em julho. Os preços se mantiveram dentro de margens estreitas, sem oscilações significativas que impactassem o orçamento familiar.
Importância da pesquisa prévia
As diferenças detectadas pelo levantamento semanal evidenciam que o custo final das compras pode variar consideravelmente conforme o estabelecimento escolhido. Em contexto de aumentos concentrados em determinadas categorias e reduções em outras, percorrer diferentes pontos de venda, analisar encartes promocionais e comparar valores torna-se decisivo para equilibrar o orçamento.
O estudo mostra ainda que produtos de consumo frequente, como carnes e itens de higiene, não seguem um movimento uniforme de preços. Enquanto cortes bovinos específicos apresentaram comportamentos divergentes entre redes, o frango congelado teve reajuste generalizado. No hortifrúti, a tendência predominante foi de queda, com exceção da cebola, que encareceu de forma acentuada.
Para o consumidor, a principal estratégia de economia continua sendo a verificação periódica dos preços, sobretudo em períodos curtos, como a quinzenalidade considerada pela análise. A prática possibilita identificar promoções pontuais e evitar compras em momentos de pico de valorização.
Além da comparação entre lojas físicas, ferramentas digitais, aplicativos de ofertas e programas de fidelidade podem auxiliar no monitoramento dos valores cobrados para cada produto. Em situações de alta expressiva, como a observada no papel higiênico Neve, a diferença entre adquirir o item no local mais caro ou mais barato pode representar gasto adicional significativo ao fim do mês.
O levantamento conclui que as variações não se limitam a um setor específico e se distribuem por categorias distintas, reforçando a necessidade de atenção redobrada de quem busca manter as despesas sob controle.








