Localizada na região de Picadinha, em Dourados, a Pedreira Esteio completa uma década combinando a produção de agregados para a construção civil com a fabricação de remineralizadores destinados ao setor agrícola.
A empresa, gerida pelo engenheiro de produção Matheus Junqueira, fornece pedra britada para obras no município e em outras cidades do sul de Mato Grosso do Sul. Além disso, investe no beneficiamento de rocha basáltica moída, o chamado pó de rocha, utilizado para repor nutrientes no solo e elevar a produtividade das lavouras ao longo do tempo.
Na linha voltada à construção, a pedreira extrai e processa diferentes granulometrias, adequando o material às especificações de cada projeto. A reserva mineral da área foi estimada em aproximadamente 100 anos de exploração, prazo que pode variar conforme a demanda do mercado. Segundo a empresa, esse horizonte confere estabilidade ao fornecimento de insumos para obras públicas e privadas na região.
O processo produtivo segue etapas controladas. A atividade inicia com perfurações e detonações planejadas na frente de lavra, acompanhadas por técnicos de segurança. Em seguida, o material desmontado é transportado para a planta de beneficiamento, onde passa por britagem, peneiramento e separação. Todo o fluxo opera sob fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e atende às exigências ambientais vigentes, incluindo a gestão de resíduos e o controle de emissões de pó.
Paralelamente, a Pedreira Esteio avançou na produção de remineralizadores ao transformar a mesma rocha em pó fino, adequado para uso agrícola. O produto, registrado como insumo mineral, libera gradualmente minerais essenciais e auxilia na correção da fertilidade do solo, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos convencionais. Embora a tecnologia ainda seja recente na região, Junqueira afirma que a adoção vem crescendo entre produtores rurais que buscam alternativas de manejo sustentável.
O gestor observa que o mercado agrícola exige comprovações de eficácia antes de expandir o uso do insumo. Por isso, a pedreira mantém parcerias para testes em campo e acompanha resultados em culturas como soja, milho e pastagens. A estratégia envolve demonstrar ganhos de produtividade em longo prazo, redução de custos e melhoria da capacidade de retenção de nutrientes, fatores que influenciam a decisão do produtor.

Imagem: Rebeca Marques
A trajetória da Pedreira Esteio também reflete a sucessão familiar no setor de mineração. Matheus Junqueira representa a quarta geração dedicada ao segmento e trabalha ao lado do pai, dos tios e de primos. Ele destaca o desafio de preservar os valores implantados pelas gerações anteriores, como a atenção à qualidade do produto e à segurança operacional, ao mesmo tempo em que se atualiza com novas tecnologias de extração, automação e controle ambiental.
No campo da construção civil, a empresa acompanha o crescimento urbano de Dourados e a expansão de obras de infraestrutura na região sul-mato-grossense. Conforme a demanda flutua entre edificações residenciais, pavimentação e projetos industriais, a pedreira ajusta a produção para garantir o abastecimento contínuo. O planejamento inclui a manutenção de estoques estratégicos e a ampliação da frota para transporte, a fim de atender prazos de entrega cada vez mais curtos.
Já na área agrícola, a meta é consolidar o remineralizador como alternativa complementar ao manejo convencional de adubação. Para isso, a empresa aposta em capacitação técnica, divulgação de resultados de pesquisa e orientação sobre a aplicação correta do pó de rocha. A expectativa é que a adoção cresça à medida que os benefícios se tornem mais evidentes nos indicadores de produtividade e na saúde do solo.
Combinando tradição familiar e investimento em inovação, a Pedreira Esteio busca fortalecer dois pilares econômicos de Mato Grosso do Sul: a construção civil, que demanda suprimento constante de agregados, e o agronegócio, que procura soluções para manter a competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção.







