A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul registrou aumento de 663,4% entre 1º de janeiro e 4 de agosto de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, e o estado permanece em alerta para incêndios até outubro.
Os números constam do segundo Informativo sobre Incêndios Florestais em MS, elaborado com dados do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS). O levantamento indica que a previsão sazonal para agosto, setembro e outubro mantém grande parte do território nos níveis de “Atenção” e “Alerta”.
No Cerrado sul-mato-grossense, a área queimada recuou 44,5% no mesmo intervalo comparativo, embora o documento não apresente o total de hectares afetados nos dois biomas.
Municípios das regiões Pantaneira, Norte e Nordeste foram classificados em nível “Alerta Alto”. O risco aumenta com a chegada dos meses mais secos, caracterizados por baixa umidade, pouca chuva e vegetação mais vulnerável.
Segundo o monitoramento estadual, a maior parte do estado permanece entre “Atenção” e “Alerta”, exigindo acompanhamento constante das condições climáticas.
Até a data analisada, 607 bombeiros e bombeiras militares foram mobilizados em ações de prevenção, preparação e combate ao fogo. “A atuação preventiva e o monitoramento contínuo são fundamentais para reduzir os impactos dos incêndios florestais, principalmente durante o período de maior risco”, destacou o CBMMS.
A previsão meteorológica de 6 a 9 de agosto indica tempo firme com sol e umidade relativa entre 15% e 30% nas regiões Norte, Nordeste, Noroeste e Bolsão, cenário desfavorável ao controle de chamas. Nas regiões Oeste, Sudoeste, Sul e Sudeste, há expectativa de chuva entre 10 mm e 70 mm.
Temperaturas devem ficar entre 18°C e 26°C nas mínimas e alcançar até 38°C nas máximas, com ventos predominantes do quadrante norte, fatores que podem acelerar a dispersão do fogo.
Com o crescimento expressivo das queimadas no Pantanal e a continuidade do período seco, o monitoramento dos órgãos ambientais e de emergência deverá permanecer intensificado até o final do trimestre, sobretudo nas áreas classificadas em “Alerta Alto”.









