Pesquisar

Campo-grandense oficial da Marinha Mercante vive na Holanda e treina marítimos

Projeto internacional pretende ampliar o conhecimento sobre a profissão em regiões onde ela ainda é pouco conhecida Foto: Ana Lorena Franco/ Portal RCN67

Cinthya Lopes, natural de Campo Grande (MS), saiu do estado aos 17 anos para estudar no Rio de Janeiro e hoje, como oficial da Marinha Mercante, reside na Holanda onde trabalha no treinamento de marítimos em simuladores de navegação.

Em entrevista ao Programa Microfone Aberto da Rádio Massa FM, ela explicou que o desejo de conhecer o mundo a levou à Marinha Mercante, que, segundo a própria oficial, “cuida da logística internacional de produtos” e permite viajar enquanto se trabalha.

A formação ocorreu na escola de oficiais da Marinha Mercante no Rio de Janeiro, onde os alunos moram na própria instituição. Cinthya integrou a terceira turma de mulheres e, nos primeiros embarques, frequentemente era a única ou a primeira mulher a bordo, conforme relatou: “Todos os navios que eu embarquei, eu era não só a única mulher a bordo, como eu era a primeira mulher que estava embarcando naquela embarcação.”

Ela descreveu a solidão a bordo e a necessidade de adaptação, mas também destacou as oportunidades de conhecer culturas nos portos e observar constelações durante travessias pelos Atlântico e Pacífico.

A oficial reforçou que, apesar do nome, a Marinha Mercante não é carreira militar; os oficiais são civis e podem atuar em empresas privadas ou públicas como Petrobras e Transpetro. O ingresso se dá por concurso público, seguido de três anos de formação e cerca de um ano de prática embarcada.

Durante a formação, o candidato escolhe entre oficial de náutica, responsável pela navegação, ou oficial de máquinas, responsável pela manutenção dos sistemas do navio. A progressão pode chegar a comandante ou chefe de máquinas, segundo a explicação de Cinthya.

Ela aponta o mercado como promissor, sobretudo no setor de petróleo e gás, e participa de um projeto de associação londrina que divulga a carreira em regiões pouco conhecidas, incluindo Campo Grande, para evitar futura escassez de tripulantes.

Cinthya se coloca à disposição para palestras e encontros com instituições interessadas em apresentar a Marinha Mercante a jovens sul‑mato‑grossenses.

Isso vai fechar em 35 segundos