O curta‑metragem documental “80 Anos da CAND – Colônia Agrícola Nacional de Dourados 1943-1969”, com 25 minutos de duração, será exibido nesta terça‑feira (11), no Anfiteatro Celso Müller da Escola Estadual Presidente Vargas, em Dourados. A produção foi dirigida por Fabrício Borges.
Gravado entre 2024 e 2026, o filme foi pensado principalmente para estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio e aborda as políticas públicas de colonização implantadas entre 1943, data de criação da CAND, e 1969, quando foi extinta pelo governo federal.
A narrativa percorre municípios como Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Vicentina, Glória de Dourados, Jateí, Douradina e Deodápolis, além de distritos da região, intercalando imagens atuais com fotografias históricas do acervo regional.
O documentário reconhece a presença ancestral dos povos Kaiowá, Guarani e Terena, destaca seu protagonismo e propõe reflexão sobre a participação indígena na história de Dourados e do estado.
A fundamentação histórica e a narração são assinadas pelo professor, historiador, poeta e escritor Carlos Magno Mieres Amarilha; a edição ficou a cargo da cineasta Tatiana Varela Besteiro e a trilha sonora foi composta por Fernando Dagata e Simão Gandhy.
Entre as entrevistas estão Celino Ramos Chimenez (presidente da Colônia Paraguaia de Dourados), Luciano da Silva Borges (presidente do CTN – Centro de Tradições Nordestinas), Ermínio Guedes (ex‑presidente do CTG – Centro de Tradições Gaúchas), Emislene Silva Mariano (professora Terena com 19 anos de atuação na Reserva Indígena de Dourados) e Suzana Arakaki (professora de História da UEMS, Amambai).
O projeto foi financiado pela Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), e conta com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras na exibição e, posteriormente, versões digitais com audiodescrição, legendas e Libras para a rede escolar e o público em geral.








