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Vereadores exigem melhorias no atendimento a idosos e pacientes em Três Lagoas

Na sessão de terça-feira (25) da Câmara Municipal de Três Lagoas, vereadores exigiram medidas do poder público para melhorar o atendimento a idosos em vulnerabilidade, pacientes com transtornos psiquiátricos e pessoas dependentes de álcool e drogas.

O vereador Davis Martinelli questionou o atendimento de idosos no Centro POP, alegando que o espaço recebe pessoas que precisam de cuidados específicos e acolhimento em instituições apropriadas. Ele já acionou a Prefeitura e o Ministério Público, citando o caso de um idoso de 87 anos sem filhos e com apenas um irmão idoso, e de um homem de 67 anos que sofreu AVC e não possui familiares em Três Lagoas.

Martinelli também apontou que pacientes com problemas psiquiátricos permanecem na UPA, que é destinada a atendimentos de urgência e emergência e não possui estrutura para internações prolongadas.

Em resposta, a Prefeitura explicou que Três Lagoas possui uma Rede de Atenção Psicossocial com serviços como CAPS II, CAPS Álcool e Drogas, Residência Terapêutica, Ambulatório de Saúde Mental e Unidades de Saúde da Família. Em situações de surto psiquiátrico, a UPA deve acolher, avaliar, estabilizar e tratar o paciente, que pode receber alta e continuar acompanhamento na rede ou ser encaminhado para outro serviço ou internação hospitalar.

A Prefeitura destacou que a dificuldade surge quando o paciente precisa permanecer internado, mas não há leito psiquiátrico disponível, e que a permanência prolongada na UPA está relacionada à falta de retaguarda hospitalar e à disponibilidade de vagas, que dependem da regulação e da rede estadual.

A vereadora Sirlene dos Santos relatou as dificuldades enfrentadas por famílias que convivem com pessoas dependentes de álcool e drogas, defendendo um atendimento mais humanizado para esses pacientes.

O presidente da Câmara, Antônio Empke Júnior, reforçou a necessidade de Três Lagoas contar com um centro especializado para tratamento e recuperação de dependentes químicos e de álcool, com acompanhamento médico, tratamento especializado, cursos de qualificação profissional e ações de ressocialização. Ele afirmou que já cobra a implantação desse serviço há mais de 15 anos e pretende continuar buscando junto ao Governo do Estado uma solução para o problema, que afeta famílias de diferentes classes sociais.

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