O candidato a deputado federal Jaime Verruck, do Republicanos, anunciou que, se eleito, concentrará sua atuação no período de 2027 a 2030 em uma agenda de desenvolvimento econômico, industrialização, infraestrutura e inovação em Mato Grosso do Sul, com atenção especial a Três Lagoas.
Segundo Verruck, o documento que descreve o plano de ação parlamentar foi elaborado como referência para o mandato e permanece aberto a sugestões da população. Ele citou sete eixos de atuação: ciência e tecnologia, saúde, educação, comércio, serviços, indústria e agenda verde ligada ao agronegócio.
“Eu quero fazer um pouquinho no Brasil o que eu fiz aqui”, afirmou o ex‑secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, que destaca a experiência adquirida no governo estadual na geração de emprego, qualificação profissional e equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente.
Na área de ciência e tecnologia, o candidato defendeu o uso de ferramentas digitais para ampliar o atendimento em saúde, citando a telemedicina e a saúde digital como caminhos para superar limitações do modelo atual, sobretudo nos serviços públicos que envolvem União, Estado e municípios.
Ao comentar a demanda por atendimento a pacientes com dependência química, alcoolismo e problemas psiquiátricos, Verruck disse que pretende olhar para a área caso chegue à Câmara Federal. Ele destacou o papel de ONGs, institutos e entidades do terceiro setor, que, segundo ele, funcionam como sustentação para muitos atendimentos que o poder público não consegue absorver sozinho.
O candidato também relacionou o tema ao envelhecimento da população brasileira e à necessidade de estruturas mais especializadas para idosos, jovens e famílias que enfrentam problemas ligados às drogas, defendendo que esse debate precisa estar conectado à saúde digital e à infraestrutura necessária para atendimento.
Em relação a emendas, orçamento e sistema carcerário, Verruck afirmou que o papel do deputado federal passa por legislar, fiscalizar e buscar recursos para políticas públicas, atuando tanto com projetos próprios quanto com propostas já em tramitação na Câmara, desde que estejam alinhadas aos temas do plano.
Na segurança, ele citou o sistema carcerário de Mato Grosso do Sul como um problema que pretende levar a Brasília, alegando que o Estado tem uma das maiores proporções de presos do país, com forte impacto de detenções ligadas ao tráfico internacional de drogas, e precisa discutir ressarcimento por esse custo.
Sobre emendas parlamentares, Verruck defendeu que os recursos sejam usados de forma mais ampla em políticas públicas, e não apenas em destinações pontuais, considerando mais efetivo aplicar emendas em problemas estruturais, como saúde, em articulação com o governo estadual e municípios.
Em relação à infraestrutura, o candidato destacou a BR‑262, rodovia que liga Três Lagoas à Campo Grande, afirmando que o governo federal perdeu capacidade de investimento e que, por isso, concessões passaram a ser adotadas como alternativa para obras em rodovias. Ele citou o anel rodoviário de Três Lagoas como exemplo de obra estruturante que, na avaliação dele, deveria depender de recursos federais, mas acabou precisando de emendas parlamentares para avançar.
Verruck defendeu o modelo de concessão com pedágio, desde que haja gatilhos de ampliação conforme o aumento do fluxo de veículos, e afirmou que melhorias vão atender gargalos já existentes, mas não representam, de imediato, o salto ideal de infraestrutura. Ele ressaltou que a ferrovia é essencial para aliviar parte da pressão logística sobre as estradas e defendeu a retomada da ligação ferroviária de Corumbá a Três Lagoas.
A proposta, segundo ele, é tratar Três Lagoas como um hub logístico, integrando rodovias, ferrovia, porto, áreas industriais e vicinais. Verruck citou a MS‑320, que liga Três Lagoas à fábrica da Arauco, em Inocência, como obra importante para produtores rurais e para a indústria.
Quanto à UFN3, a retomada foi tratada como prioridade. Verruck afirmou que acompanhou a obra durante os 11 anos de paralisação e não acredita em nova interrupção, pois a unidade está prevista no plano estratégico da Petrobras para os próximos anos. Ele ressaltou que a estrutura legal para o setor de fertilizantes ganhou força com a aprovação, no Senado, de um programa brasileiro de incentivo à indústria de fertilizantes, e que a retomada da UFN3 deve atrair misturadoras de fertilizantes para Três Lagoas, citando que duas empresas já teriam apresentado carta‑consulta ao município.
O candidato estimou que, em 24 meses, as primeiras cargas de ureia possam sair da unidade, com investimento superior a US$ 1 bilhão. Sobre o gás natural, ele disse que o abastecimento não está totalmente solucionado, mas não enxergou o tema como um grande problema, pois há infraestrutura pronta e alternativas de suprimento, inclusive com gás vindo da Argentina.
Verruck afirmou que Três Lagoas continuará como polo industrial de Mato Grosso do Sul, citando a chegada de uma empresa galvanizadora, ligada à produção de arame para a cadeia da celulose, e dizendo que o investimento já estaria consolidado no município. Ele também mencionou avanços ligados ao porto fluvial, à definição de uma área de porto seco e à instalação de estruturas de manutenção da Valmet e Andritz, reforçando a consolidação do Vale da Celulose.
Ao falar sobre sua candidatura, Verruck disse que a decisão partiu de convite de Reinaldo, do governador Eduardo Ridel e da senadora Tereza Cristina. Ele pretende levar para a Câmara Federal uma pauta de retomada industrial, agroindustrialização e aumento da renda média brasileira, e afirmou que Mato Grosso do Sul cresceu, nos últimos 10 anos, pelo menos o dobro da média nacional, e pretende manter proximidade com o Estado caso seja eleito.
No encerramento da entrevista, o candidato se apresentou como defensor do desenvolvimento econômico e do emprego, pedindo que os eleitores conheçam e façam sugestões ao plano de ação.







