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Campo Grande comemora 127 anos com 93% de área rural e agronegócio dominante

Capital diversifica produção com avanço de grãos e silvicultura sem perder a força da pecuária - Foto: Divulgação/Famasul

Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, celebra seu 127.º aniversário, destacando que mais de 93% do território permanece rural e que o agronegócio continua sendo a base da economia local, responsável por 98% das exportações.

Em 2025, o comércio exterior da cidade gerou US$ 758,1 milhões, segundo dados do Departamento Técnico do Sistema Famasul (Detec) e do Cadastro Ambiental Rural (SICAR).

O levantamento identificou 2.823 propriedades ativas distribuídas em 754,2 mil hectares fora do perímetro urbano, evidenciando a extensão das atividades agropecuárias.

A região atraiu boiadeiros no século XIX, quando a criação de gado se consolidou nos primeiros armazéns da cidade, e a ligação ferroviária da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914, impulsionou a exportação de carne para o Sudeste.

Apesar da pecuária ainda liderar o comércio exterior, com 82,5% das vendas internacionais, o uso do solo mudou nas últimas duas décadas, reduzindo a área de pastagens de 72% em 2010 (583,1 mil hectares) para 49% em 2025 (396,2 mil hectares).

Essa redução não refletiu queda no rebanho, mas sim a adoção de genética e manejo técnico em propriedades menores, enquanto novas culturas ganharam espaço: soja passou de 15,4 mil hectares em 2010 para 142,5 mil hectares em 2025; segunda safra de grãos ocupa cerca de 90 mil hectares; eucalipto cresceu de 9,1 mil para 66,9 mil hectares.

Além da produção primária, Campo Grande consolidou uma infraestrutura de apoio ao produtor, contando com universidades, centros de pesquisa agropecuária, startups e empresas de maquinário e agricultura de precisão, tornando-se polo de decisão para negócios em todo o estado.

Os planos futuros incluem a integração logística via Rota Bioceânica, acesso aos portos do Oceano Pacífico, instalação de agroindústrias locais e ampliação da produção voltada ao consumo urbano imediato, como hortifrúti, piscicultura, apicultura e derivados de leite comercializados na própria cidade.

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