O desfile cívico‑militar que celebraria o 127º aniversário de Campo Grande, marcado para a quarta‑feira (26), foi cancelado após alerta de tempestade com ventos fortes emitido pela Defesa Civil e pelo Inmet. O fim do evento reduziu o fluxo esperado no centro da cidade, afetando as 61 instituições inscritas e os lojistas que haviam aberto as portas na expectativa de aumentar as vendas.
Com a obrigatoriedade de pagamento de R$ 24 por empregado que trabalha no feriado, os comerciantes decidiram operar, mas o movimento ficou abaixo do previsto. A comerciante Ângela Carmo, dona de uma loja de roupas, relatou que, apesar da chuva não ter sido suficiente para afastar o público, o cancelamento do desfile foi o principal fator que diminuiu a afluência. “O comércio anda muito parado. Então, toda oportunidade você anda aproveitando. Mas o cancelamento do desfile dificultou, muita gente não veio justamente porque foi cancelado. E os que vieram foram embora.”
Para Carmo, a chuva não teria impacto tão grande se o desfile tivesse acontecido. “Eu acho que a chuva não teria um impacto tão grande. Acho que quando tem desfile, as pessoas vêm e nada impede o campo‑grandense.” Ela não vê recuperação significativa ao longo da tarde, pois acredita que o movimento acalmará ainda mais após o fim da celebração.
O cancelamento também afetou a logística do centro. O estacionamento de Jeremias Xavier, que opera na região central, afirma que o evento não alterou muito seu movimento, mas que o comércio teria recebido mais clientes. “O cancelamento do desfile para nós que trabalhamos com estacionamento não mudou muito, mas eu creio que sim, que o pessoal do comércio foi melhor, né? Acho que aumentou um pouco mais, as pessoas desceram mais pra cá, pra ir pro centro, e andar aqui nas ruas, acho que foi melhor.”
As interdições previstas para a desmontagem de palco e arquibancadas também prejudicaram o funcionamento de alguns estacionamentos. Xavier explica que abriu por acordo com o Sesc, enquanto outros permaneceram fechados. Ele sugere revisão futura dos bloqueios, pois “as ruas interditadas eu acho que não precisariam ser todas, hoje, por exemplo interditaram da Rui Barbosa até a Calógeras, sendo que o desfile era só na 13. Então acho que não precisa tudo isso. Eu acho que deveria ser interditado só a via que seria o desfile.”
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) mantém bloqueios na Avenida Afonso Pena entre as ruas Calógeras e Rui Barbosa, nos dois sentidos, e na Rua 13 de Maio entre a Rua Dom Aquino e a Avenida Afonso Pena. As demais vias do centro permanecem liberadas, com fluxo normal na Rua 14 de Julho e na Rua Rui Barbosa. As interdições começaram na terça‑feira (25) para montagem da estrutura e foram ampliadas nesta quarta‑feira para a desmontagem.
Apesar do cancelamento, a programação de aniversário continua em vigor, com distribuição do bolo de 32 m e 800 kg fornecido pela Fecomércio e shows espalhados pela cidade. A Marcha para Jesus, com concentração a partir das 13 h na Praça do Rádio Clube, seguirá conforme previsto, com entrada gratuita e participação da cantora Maria Marçal e da banda Get Worship.







