Em entrevista à Rádio Massa FM em Campo Grande, Alex Melotto, secretário‑adjunto da Semadesc, destacou os principais fatores que colocam Mato Grosso do Sul como polo de atração de investimentos. Ele participou como painelista da oitava edição do RCN em Ação, promovida pela Amcham, realizada nesta sexta‑feira (28) em Campo Grande, com o tema “Mato Grosso do Sul em perspectiva: mapa da atração econômica no Estado”.
Melotto afirmou que o desenvolvimento depende da atuação conjunta entre iniciativa privada e poder público, cabendo ao Estado criar condições para que as empresas invistam, gerem empregos e movimentem a economia. “O desenvolvimento ele é feito pela iniciativa privada, o estado ele é o indutor. O nosso papel é apoiar o desenvolvimento, é fazer o que nos compete e dar condições para que os empresários invistam com segurança, gerem empregos e renda no nosso estado”, declarou.
Para o secretário‑adjunto, a competitividade será um dos principais pontos do evento, visando apresentar aos empresários as condições oferecidas pelo Estado para instalação e expansão de negócios. “A nossa palavra de ordem é competitividade. Quais elementos que nós temos aqui em Mato Grosso do Sul que geram competitividade para que o nosso empresário possa investir com segurança, que tenha margens e consiga prosperar no seu negócio?”, explicou.
Além da indústria de celulose, que tem se fortalecido na região leste, o Estado busca ampliar a participação de outras cadeias produtivas, como produção de grãos, etanol de milho, cultivo de amendoim e as cadeias de carnes bovina, suína e de frango. Melotto apontou que a disponibilidade de matéria‑prima, áreas para expansão agrícola, energia e infraestrutura criam condições para ampliar a industrialização no estado.
Outro ponto destacado foi a localização central de Mato Grosso do Sul na América do Sul, combinada com hidrovias e investimentos em rodovias, que transformam a logística em vantagem competitiva. “Se você tirar um pouco o zoom da América do Sul, você vai ver que o Mato Grosso do Sul está bem no centro. Nós temos um privilégio logístico, seja pela posição, seja pelas hidrovias”, disse. Ele citou ainda a Rota Bioceânica e as hidrovias dos rios Paraguai e Paraná como estruturas que podem ampliar a competitividade dos produtos sul‑mato‑grossenses.
As mudanças climáticas foram apontadas como desafio ao setor produtivo. O secretário destacou a necessidade de ampliar a capacidade de adaptação, sobretudo diante de períodos de estiagem que podem afetar a produção agrícola. “A nossa expectativa é de uma safra de soja mais seca. Então como se preparar pra isso? É irrigação e aí passa diretamente por ações do estado pra fomento e facilidade pra que os produtores consigam irrigar suas áreas”, afirmou.
O crescimento econômico também eleva a demanda por mão de obra qualificada. Segundo Melotto, há dificuldade em atender à necessidade de profissionais, especialmente desenvolvedores de sistemas e motoristas. Para suprir a demanda, o governo criou os programas Voucher Desenvolvedor e Voucher Transportador. “Nós não temos pessoas… O primeiro são os desenvolvedores. Desenvolvedor de sistema. Essa é uma demanda latente em todas as regiões do estado. E o segundo são os motoristas”, comentou.
Na oitava edição do RCN em Ação, Melotto participou do painel sobre o panorama econômico do Estado, apresentando oportunidades de investimento. “O meu compromisso é levar, é vender Mato Grosso do Sul. Eu sou, me considero embaixador do estado. O nosso compromisso amanhã é deixar os empresários tranquilos, deixando muito claro que nós estamos fazendo a nossa tarefa e também a lição de casa, que é fornecer um estado competitivo pro empresariado e próspero pra nossa população”, concluiu.








