Em apenas oito meses, Três Lagoas já igualou o total de mortes no trânsito registrado em todo o ano anterior.
Entre janeiro e agosto de 2025, foram oito acidentes com vítimas fatais, contra três no mesmo período de 2024, enquanto o total de ocorrências subiu 5%, atingindo 1.312 registros.
No ano passado, a Polícia Militar registrou 1.995 acidentes e oito mortes no perímetro urbano.
O aumento das fatalidades despertou alerta das autoridades de trânsito, que apontam imprudência, falta de atenção, excesso de velocidade e desrespeito à sinalização como principais causas.
Edgard Wegner, autoridade de trânsito do Departamento Municipal de Trânsito, disse que o comportamento dos motoristas influencia diretamente o número de ocorrências e que, em acidentes fatais, pelo menos um dos envolvidos costuma ter desrespeitado alguma regra de circulação.
“A gente observa a falta de atenção, a alta velocidade. Todas as vezes que a gente tem um sinistro de trânsito com vítima fatal, observa que pelo menos uma das pessoas envolvidas desrespeitou a sinalização”, afirmou Wegner.
Wegner destacou que acidentes continuam acontecendo em vias bem estruturadas, pavimentadas, iluminadas e sinalizadas, citando a avenida Capitão Olyntho Mancini, onde a incidência de sinistros é alta apesar da boa infraestrutura.
“É a melhor via que a gente tem e, mesmo assim, é onde mais tem ocorrência de sinistro de trânsito”, resumiu.
As autoridades afirmam que equipes realizam campanhas educativas e palestras em escolas, indústrias e empresas, mas a taxa de acidentes permanece alta. Wegner atribui o cenário à combinação de desatenção, desrespeito à sinalização e velocidade excessiva.
O alerta abrange ciclistas, pedestres e usuários de bicicletas elétricas, com orientação para que pais acompanhem e orientem os filhos sobre regras de circulação e riscos, pois crianças e adolescentes são mais vulneráveis.
Wegner observou que bicicletas elétricas costumam transportar duas ou mais pessoas, inclusive crianças, e citou casos de adolescentes empinando bicicletas em avenidas, perto de caminhões, colocando outros usuários em risco.
A legislação de Três Lagoas prevê punição para avanço de sinal vermelho e condutas que coloquem outros veículos em risco, mas não contempla infração específica para transporte de mais de uma pessoa em bicicleta elétrica.
Com oito fatalidades até agosto, Três Lagoas já atingiu o mesmo número registrado em todo o ano anterior, antes do fim do ano, reforçando o alerta das autoridades sobre o comportamento dos usuários.







