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Suspeito de homicídio é morto em confronto com Batalhão de Choque em Campo Grande

As investigações continuam para identificar os demais envolvidos e confirmar se a arma apreendida na cena foi usada no homicídio de Bruno. - Foto: Maria Edite Vendas

Guilherme de Souza Oliva, 24 anos, conhecido como “Sagaz”, foi morto a tiros durante operação do Batalhão de Choque na noite de segunda-feira (31) em um imóvel abandonado no bairro Aero Rancho, Campo Grande.

Segundo a polícia, a ação foi motivada por denúncia anônima que indicava que criminosos envolvidos no homicídio de Bruno Pereira Barbosa, ocorrido na sexta-feira (28), estariam reunidos para planejar outro assassinato.

Ao entrarem no local, os policiais encontraram Guilherme sozinho. Ele retirava uma espingarda calibre 12 de dentro de uma mala. Os militares ordenaram sua entrega, mas ele pegou um revólver calibre .38 e apontou contra a equipe.

Os policiais dispararam e atingiram Guilherme. Ele foi desarmado e levado ao Hospital Regional de Campo Grande, onde não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Guilherme estava foragido desde maio, quando recebeu progressão de pena para colônia penal e não retornou para cumprir a condenação. Ele acumulava mais de 29 registros de ocorrência, incluindo porte de arma de fogo, associação criminosa, tráfico de drogas e receptação.

Durante a vistoria, os policiais apreenderam a espingarda calibre 12, modelo VR90 da Derya Arms, de origem turca, com carregador e seis munições, cinco intactas e uma deflagrada. A arma apresenta características semelhantes às usadas na morte de Bruno. Um cartucho deflagrado foi ejetado da espingarda.

A munição também possui semelhanças com a encontrada na cena do homicídio. A ligação entre o armamento apreendido e o crime ainda depende de exames periciais, que deverão indicar se foi efetivamente utilizada no assassinato de Bruno.

Bruno Pereira Barbosa foi morto na sexta-feira (28) na Rua Lagoa Bonita, enquanto cortava o cabelo em frente a uma residência. Três criminosos chegaram ao local; um armado com espingarda calibre 12 efetuou os disparos. Bruno morreu e Wellington, que realizava o corte, também foi atingido. O adolescente não tinha relação com o caso e foi atingido durante o ataque.

A investigação aponta que o homicídio teria sido motivado por disputa de controle territorial e desacordo entre antigos comparsas. Embora haja disputa pelo território e pelo tráfico, a polícia afirma que o caso não está relacionado a guerra entre facções. Até o momento, não foi identificada ligação de Bruno ou Guilherme com organizações criminosas.

Conforme denúncia, os envolvidos no primeiro crime estariam reunidos no imóvel abandonado para planejar outro homicídio. Pelo menos quatro pessoas fariam parte do grupo, incluindo Guilherme. Os demais suspeitos são investigados e procurados. A possível vítima do novo ataque ainda não foi identificada.