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Catan propõe revisão de incentivos fiscais e aposta na mineração em MS

O deputado estadual João Henrique Catan, candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo Novo, defendeu uma ampla revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado. Em entrevista ao RCN Notícias, ele propôs a redução do tamanho da máquina pública e novos investimentos em infraestrutura, mineração e aviação regional.

Críticas à gestão atual

Catan criticou a gestão do governador Eduardo Riedel (PP) e afirmou que permanece na oposição desde o início do mandato. O candidato disse que deixou o PL sem apoiar a reeleição de Riedel, enquanto parte dos deputados do partido integrou a base governista.

Ele questionou os indicadores econômicos positivos divulgados pelo governo e associou parte da geração de empregos ao modelo de renúncia fiscal. Catan também criticou o programa Regularize Já, alegando cobranças retroativas a comerciantes baseadas em movimentações via Pix.

Renúncia fiscal e impostos

Um dos pontos centrais da entrevista foi a política de incentivos. Catan estimou a renúncia fiscal estadual em R$ 11 bilhões, diante de um orçamento de aproximadamente R$ 27 bilhões. Ele defendeu mais transparência sobre as empresas beneficiadas e as contrapartidas exigidas.

O candidato não pretende acabar com os incentivos, mas remodelar o sistema para direcionar benefícios à base das cadeias produtivas, como pequenos produtores. Ele citou o fortalecimento da pecuária de pequeno porte e a criação de cinturões verdes para ampliar a produção de frutas e legumes em regiões como Três Lagoas e Campo Grande.

Na área tributária, Catan prometeu rever cobranças do Fundersul, incluindo a incidência sobre gado de até 12 meses. Ele também criticou o aumento de tributos sobre combustíveis, energia elétrica e cadeias produtivas como eucalipto e cana.

Mineração e infraestrutura

Para diversificar a economia, o candidato defendeu investimentos na mineração. Ele citou a criação de uma agência estadual de mineração, uma usina de concreto e asfalto e uma empresa pública de maquinário. A intenção é explorar o potencial mineral e energético do Estado, incluindo o gás natural na região de Camapuã.

Catan também propôs a redução de cargos e a modernização da administração estadual para diminuir despesas, argumentando que a folha de pagamento está elevada.

Saúde e aviação regional

Na saúde, Catan defendeu mudanças na gestão da Cassems, criticando o descredenciamento de médicos e restrições para exames. Ele questionou a cobrança de R$ 450 para inclusão de cônjuges no plano e propôs a criação de uma tabela unificada do SUS para a rede hospitalar.

No turismo, o candidato defendeu a ampliação da aviação regional. A proposta prevê a redução progressiva do ICMS sobre o querosene de aviação, começando em 20% e podendo chegar à isenção, para empresas que criem rotas ligando Campo Grande a municípios como Três Lagoas, Corumbá, Bonito, Bodoquena e Dourados.