A Prefeitura de Campo Grande enviou à Câmara Municipal o Projeto de Lei que define a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027, com receita e despesa estimadas em R$ 7,7 bilhões, 10,67% acima da meta fiscal de 2024.
O documento alerta que a folha de pagamento já consome 53,97% da receita corrente líquida, ficando a apenas 0,03 ponto percentual do limite máximo de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Folha de pagamento
Com salários e encargos representando mais da metade dos recursos municipais, a administração tem pouca margem para investimentos em obras de drenagem, melhorias urbanas ou novos serviços.
Desafios e prioridades
Em mensagem aos vereadores, o Executivo destaca a necessidade de controle de gastos, modernização de sistemas e maior eficiência, garantindo a continuidade de investimentos em saúde, educação e infraestrutura viária, apesar do aperto fiscal.
A proposta foi encaminhada à Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, presidida por Otávio Trad (PSD), que abrirá prazo para emendas ordinárias e impositivas de vereadores, destinando recursos a demandas específicas dos bairros.
O texto seguirá para audiências públicas e duas votações em plenário antes do fim de 2026; se aprovado, será enviado ao Executivo para sanção ou eventual veto, entrando em vigor em 1º de janeiro de 2027.







