Uma manifestação política reuniu participantes na manhã desta segunda-feira (7), feriado de 7 de Setembro, na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. O ato foi convocado pelo deputado estadual e candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan (Novo). As principais pautas incluíram a defesa das liberdades individuais, do Estado Democrático de Direito e críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A concentração começou às 8h e contou com apoiadores que levaram reivindicações relacionadas à atuação das instituições e à responsabilização de autoridades. Entre os presentes estava o empresário Augusto Raimundo Alessio, que considerou insuficiente o número de manifestantes diante do cenário político atual.
Críticas ao Judiciário
Augusto afirmou que a população deveria estar mais indignada com a situação do país e que as pessoas precisam sair de casa para se manifestar. Ele defendeu mudanças no STF e espera que autoridades sejam responsabilizadas caso cometam irregularidades.
“Eu espero que haja alguma reestruturação que realmente pessoas que não respeitam a Constituição sejam afastadas e presas. Não somente afastadas, tem que ser presas. Tem que dar exemplo”, declarou o empresário. Ele comparou a responsabilização de agentes públicos à educação dentro de casa, defendendo que políticos respondam por atos ilícitos.
Defesa de limites de poder
Na convocação do ato, Catan afirmou que a manifestação não tinha como objetivo criticar apenas uma autoridade específica, mas questionar o que considera concentração excessiva de poder. O candidato defendeu que o 7 de Setembro é uma data para lembrar que o poder pertence ao povo e que não existem intocáveis no Brasil.
“Ministro do Supremo, presidente da República, governador, deputado ou qualquer outra autoridade precisa estar submetido à Constituição e às leis. Ninguém pode estar acima delas”, afirmou Catan. Ele também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defendeu limites para a atuação da Corte.
O candidato esclareceu que não defende o fim do STF, mas sim um tribunal que respeite a Constituição e não concentre funções de investigar, acusar e julgar. Segundo ele, quando um Poder avança sobre as atribuições dos outros, quem perde é o cidadão.
Catan ressaltou que o cidadão tem o direito de se manifestar, discordar e cobrar seus representantes. A organização do evento informou que uma motociata relacionada ao ato está prevista para ocorrer no período da tarde.








