Mato Grosso do Sul registrou queda na área atingida por incêndios florestais em 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O levantamento, que abrange de 1º de janeiro a 3 de setembro, aponta redução de 53,2% no Cerrado e de 31,9% no Pantanal. Apesar da diminuição da extensão queimada, o Corpo de Bombeiros Militar de MS (CBMMS) reportou aumento no número de atendimentos.
No Cerrado, a área comprometida pelo fogo caiu de 42.158 hectares em 2025 para 19.719 hectares em 2026. No Pantanal, os dados mostram 25.170 hectares queimados no ano passado, contra 17.154 hectares neste ano. A Mata Atlântica também apresentou recuo, passando de 2.888 hectares para 2.260 hectares, uma queda de 21,7%.
Alta nos atendimentos
Embora a área total tenha diminuído, a frequência de chamados aumentou. Até 3 de setembro, foram registradas 93.713 ocorrências de incêndios em vegetação. O número é superior às 2.888 registradas no mesmo período de 2025, segundo o informativo do CBMMS. O levantamento destaca variações nos eventos de fogo e nas áreas atingidas entre os diferentes biomas do estado.
Tempo seco exige atenção
O cenário meteorológico para os próximos dias exige cautela. A partir de segunda-feira (7), o tempo deve ficar mais firme, com ar seco e umidade relativa entre 15% e 35%. As temperaturas mínimas devem cair no início da semana, variando entre 8°C e 16°C, com possibilidade de registros abaixo de 8°C na segunda-feira.
Na terça-feira (8), o calor volta a ganhar força, principalmente nas regiões Norte, Bolsão e Pantanal, onde as máximas podem chegar a 31°C a 33°C. A combinação de vegetação seca e condições climáticas mantém a necessidade de atenção para a ocorrência e propagação de incêndios.
Regiões em alerta
Para o trimestre de setembro, outubro e novembro, a previsão de probabilidade de fogo indica predomínio dos níveis Atenção e Alerta em Mato Grosso do Sul. As regiões Central, Norte, Leste e Nordeste aparecem entre as áreas classificadas em alerta para ações preventivas. Os dados fazem parte do monitoramento realizado pelo Cemtec e pela Asbom, com informações do Imasul/Unigeo e do CBMMS.







