Em dias de calor intenso, as árvores ajudam a tornar Três Lagoas mais agradável, reduzem a sensação térmica e melhoram a qualidade de vida. A cidade tem grande quantidade de árvores plantadas e, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ainda pode ampliar a arborização, principalmente em áreas onde o verde aparece com menor presença.
O biólogo André Vilar afirma que Três Lagoas pode ser considerada uma cidade arborizada e lembra que o município está entre as “cidades de árvore do mundo”, ao lado de Campo Grande e Dourados, citadas por ele como as únicas do Estado com esse reconhecimento.
“A gente sabe que ainda tem muito que melhorar. Dá para sempre melhorar, plantar novas árvores. É um trabalho contínuo que a secretaria vem executando”, afirmou.
Distribuição de mudas
A região central é uma das áreas mais carentes de arborização em Três Lagoas. Entre os motivos apontados está a preocupação de comerciantes com a possibilidade de a vegetação cobrir parte dos estabelecimentos, mas o planejamento do plantio e a escolha correta das espécies podem ajudar a conciliar o verde com as características de cada espaço.
Vilar explica que os bairros têm uma quantidade maior de árvores, enquanto o centro ainda precisa avançar. Ele também destaca que a arborização interfere diretamente no conforto urbano, porque contribui para melhorar a sensação térmica, a umidade e até questões ligadas a chuvas e enchentes.
“A arborização em uma cidade tem um papel fundamental”, resumiu o biólogo.
Cada morador também pode contribuir com a arborização da cidade. O plantio de árvores é uma alternativa, desde que a espécie seja adequada ao local e as regras sejam seguidas para evitar problemas em áreas urbanas.
Como participar
Para incentivar o plantio, o Viveiro Municipal de Três Lagoas oferece gratuitamente mudas nativas, frutíferas e ornamentais. A bióloga Rita de Cássia Markert explica que, entre as nativas, há espécies como jacarandá, ipê, jatobá, pata-de-vaca e canafístula. Entre as frutíferas, a lista inclui jaca, caju, goiaba, acerola e pitanga, além de outras variedades que podem mudar conforme a época.
A disponibilidade varia de acordo com o enraizamento e o estoque do viveiro. No caso das ornamentais, Rita afirma que a quantidade é menor porque depende de doações, com espécies como clusia, cróton e primavera.
Para retirar as mudas, é preciso apresentar documento com foto. O cadastro é feito no local, e cada pessoa pode levar até cinco mudas de espécies diferentes. Uma nova retirada pode ocorrer após 30 dias, e a quantidade por espécie depende do volume disponível no viveiro.
Além da distribuição, os moradores recebem orientações sobre a forma correta de cultivar as plantas e os cuidados necessários para o desenvolvimento das mudas.
O Viveiro Municipal fica na Rua Trajano dos Santos, esquina com a Rua Tomás da Costa, no bairro Santa Luzia. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h.
A orientação é que os interessados cheguem até 15h30, para que haja tempo de fazer o cadastro e retirar as mudas.








