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Drogas e chips são apreendidos em marmitas na Penitenciária de Dourados

Uma ação de fiscalização na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) resultou na apreensão de entorpecentes, chips telefônicos e acessórios eletrônicos. Os itens estavam ocultos em caixas de marmitas utilizadas no sistema de alimentação dos internos. O registro policial foi realizado nesta quinta-feira (17) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). A operação foi desencadeada por uma denúncia anônima que apontava a entrada e distribuição de drogas dentro da unidade prisional.

A ocorrência teve início por volta das 10h. A informação recebida indicava que internos que trabalham no setor da cozinha, especificamente na higienização das marmitas, utilizavam o deslocamento dos recipientes entre os pavilhões e a cozinha para facilitar a circulação de materiais ilícitos. A denúncia detalhava que os entorpecentes seriam lançados por drone na área correspondente ao Raio II. Em seguida, seriam recolhidos e distribuídos por internos com acesso às etapas de recebimento, transporte, lavagem e acondicionamento das marmitas.

Material ilícito encontrado

Diante das informações, servidores acompanharam os procedimentos realizados pelos internos e passaram a verificar possíveis irregularidades no fluxo das marmitas. Durante a inspeção de caixas com recipientes vazios provenientes do Raio II, foram localizados chips telefônicos, uma substância com características aparentes de maconha e comprimidos com substância sintética ainda não identificada. Acessórios eletrônicos também foram apreendidos no local.

Conforme o relato policial, dois internos responsáveis pelo recolhimento das marmitas nos pavilhões e pelo transporte até o setor de lavagem assumiram a conduta. Eles confirmaram que haviam retirado e conduzido as marmitas vazias provenientes do Pavilhão 02. O documento registra ainda que outro interno exerce atividade ligada à retirada dos restos de alimentos das marmitas recebidas dos pavilhões. Após essa etapa, os recipientes seguem para lavagem e higienização, processo que, segundo a denúncia, poderia estar sendo usado para movimentar materiais proibidos dentro da unidade.

Investigação em andamento

O caso foi registrado como tráfico de drogas com agravante por ocorrer nas dependências ou imediações de estabelecimento prisional e associação para o tráfico de drogas. A investigação fica concentrada agora na apuração da origem do material apreendido. As autoridades buscam compreender a dinâmica de circulação das marmitas e a participação dos internos citados no registro policial. O próximo passo é a análise detalhada das imagens e depoimentos para esclarecer a rede de distribuição.