As chuvas de setembro elevaram a precipitação em Dourados para cerca de 179 milímetros, quase o dobro da média histórica de 96 a 97 milímetros, criando condições favoráveis ao início do plantio da soja na safra 2026/27.
Os dados, apresentados na reportagem, referem‑se ao acumulado no município durante o mês; ainda é necessário confirmar a estação de medição, o período exato analisado e a fonte da média histórica citada.
Impacto no plantio
A umidade elevada favorece a germinação da soja, porém a entrada de máquinas em áreas ainda encharcadas pode provocar compactação do solo, dificultando o desenvolvimento das raízes e reduzindo a produtividade esperada.
De acordo com a Embrapa, o excesso de chuva pode encurtar o número de dias viáveis para a semeadura, exigindo que os produtores ajustem o calendário de operações para evitar perdas.
Próximos passos
A decisão de semear deve considerar a condição de cada talhão: áreas com boa drenagem podem ser trabalhadas antes, enquanto pontos mais baixos e úmidos demandam maior tempo de espera antes da introdução de equipamentos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projetou chuvas acima da média para a região Centro‑Oeste em setembro e acompanha o fenômeno El Niño de 2026, embora não seja possível atribuir a precipitação de Dourados exclusivamente a ele.
O ritmo do plantio dependerá da evolução da umidade do solo nas próximas semanas e da continuidade das precipitações, fatores que determinarão se a safra 2026/27 alcançará os índices de produtividade esperados.








