O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), anunciou nesta terça-feira (6) seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial. O evento ocorreu em Goiânia, reunindo também os governadores reeleitos Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Daniel Vilela (MDB), de Goiás. A decisão busca fortalecer a candidatura de Flávio, que lidera as pesquisas com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula (PT).
A diferença entre os candidatos é de 1,87 ponto percentual. Caiado, que ficou em quinto lugar no primeiro turno com 2,18% dos votos, cerca de 2,6 milhões, declarou que entrará de corpo inteiro na campanha. Ele pediu que, se eleito, Flávio priorize o equilíbrio fiscal e prometeu mobilizar o eleitorado goiano para o dia 25 de outubro.
Críticas e bastidores
As críticas de Caiado foram direcionadas ao presidente Lula, a quem acusou de ter roubado o futuro do Brasil e os aposentados, citando o caso dos descontos não autorizados no INSS. O ex-governador afirmou que o petista tomará uma taca no próximo dia 25 de outubro. Até o fechamento desta matéria, a assessoria de Lula não havia respondido às declarações.
Nos bastidores, especula-se que Caiado possa assumir um ministério em um eventual governo de Flávio. Ao ouvir gritos de ministro da plateia, ele respondeu que o assunto deve respeitar a decisão do presidente da República. Caiado garantiu ainda que sua esposa, a senadora eleita Gracinha Caiado (União), votará com o governo caso Flávio vença, ajudando a aprovar matérias no Senado.
Flávio Bolsonaro aproveitou o momento para prometer endurecer a segurança pública. Ele defendeu a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal, afirmando que menores que cometerem crimes pagarão como adultos. O candidato também destacou a eleição de um Congresso mais à direita, com maioria para eleger os presidentes da Câmara e do Senado, argumentando que o Brasil não suportaria mais quatro anos do PT.
Neutralidade partidária
Apesar do apoio de Caiado, o PSD manteve a neutralidade no segundo turno. O presidente do partido, Gilberto Kassab, liberou os filiados para apoiar quem quiserem, citando a diversidade de cenários eleitorais nos Estados. A federação formada por PP e União Brasil, que foi neutra no primeiro turno, também declarou apoio a Flávio, assim como o governador Romeu Zema.
Do outro lado, Lula reuniu aliados para planejar a campanha nas ruas e nas rádios. Os dois candidatos se enfrentarão em debates na TV até o dia 25 de outubro, quando ocorre a votação final. A disputa segue acirrada, com negociações em andamento, incluindo conversas de Flávio com o Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas.








