A definição das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) para a legislatura que tem início em 2027 segue em aberto nos tribunais. No centro do impasse, os deputados estaduais Márcio Fernandes (PL) e Jamilson Name (PP) travam um embate direto de expectativas e discursos enquanto aguardam o veredito final da Justiça Eleitoral.
Questionado durante a sessão ordinária na Alems nesta terça‑feira (6) sobre a possibilidade de perder o mandato com uma eventual reversão jurídica do adversário, Márcio Fernandes evitou projetar cenários e sustentou o resultado obtido nas urnas.
“Eu estou eleito. Cabe à Justiça definir o que vai acontecer para a frente, só Deus sabe. Eu estou eleito”, declarou o parlamentar, reforçando que a bancada do PL não debate cargos da Mesa Diretora neste momento.
Impasse nas cadeiras
Fernandes defendeu que qualquer discussão referente à presidência ou à primeira‑secretária da Casa de Leis fique para depois do segundo turno presidencial, com foco total na ampliação de votos da campanha de Flávio Bolsonaro no Estado.
Do outro lado, Jamilson Name tenta destravar os 35.656 votos que obteve no pleito, mas que acabaram congelados após decisão monocrática do ministro Sebastião Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A determinação atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE‑MS), que havia indeferido o registro de Name com base numa condenação em primeira instância por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Recurso no TSE
Se o plenário do TSE acolher o recurso apresentado pela defesa de Name, o recálculo do quociente eleitoral provocará mudanças na distribuição das sobras partidárias. Nesse cenário, o PL perderia uma cadeira – atribuída inicialmente a Márcio Fernandes – transferindo o mandato para a federação União Brasil/PP.
Name afirmou manter a confiança numa resposta favorável em Brasília. “Confio na Justiça, os meus advogados estão a trabalhar a respeito disso, já entraram com o recurso e agora é aguardar”, pontuou o parlamentar, sem avançar datas para o julgamento.
O deputado do PP também refutou os apontamentos que justificaram o impedimento da sua candidatura, alegando ser vítima de acusações de organização paramilitar que ele nega categoricamente: “É muito triste, porque o que querem imputar a mim é questão de organização paramilitar, que usa arma, que ameaça eleitor. Toda a gente me conhece, sabe que eu nunca fiz isso, não tem nada a ver comigo”.








