Um homem foi preso na manhã de domingo (11) em Campo Grande após agredir a própria avó, que vivia com ele há cerca de dois meses.
A Polícia Militar atendeu ao chamado de vizinhos que denunciaram agressões físicas e verbais contra a idosa, além do consumo frequente de álcool e drogas pelo suspeito. A equipe chegou ao local por volta das 09h30 e iniciou a avaliação da situação.
Segundo a vítima, o neto fazia uso constante de bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas, proferindo ameaças recorrentes, o que motivou o pedido de registro de ocorrência e de representação criminal. A vítima relatou que as ameaças incluíam insultos e promessas de violência, o que a fez temer por sua integridade.
Violência doméstica
Vizinhos confirmaram as agressões e impediram que o homem deixasse o local antes da chegada da polícia, segurando-o até a intervenção dos militares.
Com autorização da vítima, os policiais entraram na residência, mas o suspeito não obedeceu às ordens, obrigando a equipe a usar spray de pimenta e técnicas de imobilização para contê-lo e algemá-lo. A ação dos policiais durou cerca de três minutos, tempo em que o suspeito tentou fugir, mas foi contido.
Procedimento policial
Durante o trajeto até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a equipe consultou o sistema e identificou um mandado de prisão em aberto contra o homem. A verificação foi feita pelo sistema de informações policiais (SIP) da Secretaria de Segurança Pública, que apontou a existência de duas prisões anteriores não cumpridas.
O suspeito apresentava leves escoriações nas costelas, decorrentes tanto da ação dos vizinhos quanto da intervenção policial; a vítima não sofreu lesões graves e não relatou dores. Os vizinhos relataram que, ao tentar conter o agressor, o empurraram, o que pode ter causado parte das escoriações observadas.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis, enquanto a avó decidiu prosseguir com a denúncia criminal contra o neto. O caso será analisado pela promotoria de Campo Grande, que deverá decidir sobre a prisão preventiva e a possível aplicação de medidas protetivas à idosa.








