O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional de Dourados emitiu um alerta crítico nesta segunda-feira. A operadora Vivo não está completando as ligações para o número 192, utilizado para acionar o socorro médico. O problema afeta toda a Grande Dourados, onde o Samu opera as chamadas de emergência.
O médico Otávio Miguel Liston, coordenador regional do Samu, confirmou a instabilidade. Ele orienta que clientes com linhas da Vivo utilizem o número alternativo (67) 98123-3685. Essa medida é essencial para garantir o atendimento em casos de urgência ou emergência.
Falha detectada no feriado
O defeito técnico foi identificado durante o feriado desta segunda-feira. Usuários tentaram acionar o serviço, mas as chamadas não eram concluídas. O Samu entrou em contato com o suporte da Vivo, que reconheceu a instabilidade no número de emergência.
A operadora informou que não há previsão de solução para o problema. Liston destaca a gravidade da situação. Insistir na chamada pelo 192 pode fazer a pessoa perder minutos preciosos. Em ocorrências médicas, esse tempo pode ser decisivo para a vida do paciente.
Vivo lidera mercado local
O alerta ganha relevância porque a Vivo domina o mercado de telefonia móvel em Dourados. Dados do Radar da Telecom, atualizados em 07/10/2026, mostram que a operadora possui 171.029 linhas ativas. Isso representa 56,8% do mercado municipal.
A Claro ocupa a segunda posição, com 96.763 linhas ativas e 32,2% de participação. A TIM fecha o ranking com 30.971 linhas ativas, correspondendo a 10,03% do mercado. A ampla base de usuários da Vivo aumenta o impacto da falha na população local.
O incidente ocorre em um contexto de instabilidade recente. Em 21 de setembro, clientes da Claro e da Vivo enfrentaram problemas com internet e telefonia. O site Downdetector registrou 618 queixas sobre a Claro entre 15h e 16h daquele dia. Dourados e Campo Grande foram as cidades mais afetadas em Mato Grosso do Sul.
Naquele episódio, 47% das reclamações citavam a internet móvel e 33% a internet fixa. Dourados liderou os relatos com 109 casos, seguido por Campo Grande, com 56. A nova falha no 192 reforça a necessidade de atenção aos canais de comunicação de emergência.







