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Campo Grande registra 143,1 mm de chuva em um único dia de outubro

O Córrego Segredo, na avenida Ernesto Geisel coom a Rachid Neder transbordou Foto: Portal RCN67

Campo Grande acumulou 143,1 milímetros de chuva entre as 6h e as 20h de quinta-feira (15). Os dados foram divulgados por Natálio Abrahão, meteorologista da Uniderp. O volume representa o maior registro em um único dia de outubro na história da Capital.

O valor equivale a quase toda a média histórica mensal do mês, que é de 165,2 milímetros. Essa referência considera o período de 1980 a 2010. A intensidade da precipitação causou impactos significativos em diversas áreas da cidade.

Regiões mais afetadas

A região do Carandá Bosque e do Shopping Campo Grande foi apontada como a mais atingida. Outros pontos da Capital também registraram volumes elevados. A área da Embrapa recebeu 83,2 milímetros de chuva.

O bairro Anhanduí registrou 81,8 milímetros, enquanto a região central acumulou 73,2 milímetros. Esses números confirmam a distribuição irregular, porém intensa, da precipitação na área urbana.

A chuva também atingiu municípios do interior de Mato Grosso do Sul. Natálio Abrahão informou que Dois Irmãos do Buriti registrou 45,2 milímetros. Santa Rita do Pardo e Nova Alvorada do Sul acumularam 35,8 milímetros cada uma.

Água Clara teve 32,2 milímetros, Paranaíba 13,6 milímetros e Sidrolândia 13,2 milímetros. Ribas do Rio Pardo registrou 12,6 milímetros, Bandeira 12,1 milímetros e Inocência 10,8 milímetros. Jardim e Aquidauana tiveram volumes menores, de 4,2 e 2,2 milímetros, respectivamente.

Outros levantamentos

Thiago Rodrigues, pesquisador do Observatório de Meteorologia da UFMS, informou que a Capital registrou 98 milímetros de chuva na quinta-feira. Segundo ele, o acumulado de outubro já chegou a 325 milímetros em Campo Grande.

Os números divergem dos da Uniderp porque os levantamentos consideram estações meteorológicas e períodos de observação diferentes. A persistência de um sistema meteorológico entre Mato Grosso do Sul e o Paraná aumenta as instabilidades na região.

A umidade proveniente da Amazônia também contribui para as condições de chuva. O estado já está sob influência do El Niño, na categoria muito forte. Esse fator integra o cenário meteorológico observado neste período e pode afetar os próximos dias.

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