Três Lagoas atingiu 95% de cobertura vacinal contra a poliomielite entre crianças menores de um ano, o nível mínimo para proteção coletiva. A taxa cai para cerca de 84% em crianças a partir de um ano, abaixo do ideal. O alerta foi reforçado no dia 24 de outubro, Dia Mundial de Luta contra a Poliomielite, quando autoridades lembraram que a doença pode causar paralisia permanente e, em casos graves, levar à morte, embora seja prevenível por vacina.
A vacina contra a pólio faz parte do calendário infantil do SUS. Segundo a coordenadora do setor de imunização de Três Lagoas, Humberta Azambuja, o ideal é que a criança receba três doses antes de completar um ano e finalize todo o esquema vacinal antes dos cinco anos.
O ideal é que a criança consiga finalizar seu esquema de vacinação contra a pólio antes dos 5 anos, para que tenha uma proteção duradoura para toda a vida, explicou a coordenadora.
Importância da cobertura
A meta mínima citada pela imunização é de 95% de cobertura. Em Três Lagoas, esse índice foi alcançado entre os menores de um ano, mas a queda para 84% nas crianças a partir dessa idade preocupa porque a proteção contra doenças imunopreveníveis depende de coberturas altas e homogêneas.
O Brasil está sem circulação do vírus da pólio, e o último caso no país ocorreu em 1994, há mais de 30 anos. Esse cenário, segundo a coordenação, ajuda a reduzir o risco imediato, mas não elimina a necessidade de manter a vacinação em dia. A poliomielite ainda não foi erradicada no mundo; há países endêmicos e regiões onde equipes de saúde e voluntários não conseguem chegar às crianças por causa de guerras civis e conflitos internos, o que impede a vacinação da população infantil.
Desafios globais
Com a circulação internacional de pessoas, o vírus pode acompanhar viajantes e encontrar grupos não vacinados. A coordenação citou eventos globais, como a Copa do Mundo, como exemplo de situações em que pessoas de diferentes países circulam e depois retornam aos locais de origem. Além da paralisia permanente, a poliomielite pode atingir músculos essenciais à respiração. A coordenadora explicou que o vírus pode paralisar o diafragma, principal músculo respiratório, e causar a morte da criança.
A orientação às famílias é conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso exista alguma dose pendente. A vacina está disponível gratuitamente e segue como principal forma de impedir que a pólio volte a atingir a população. E, na data mundial de combate à doença, o recado central é manter a prevenção ativa: caderneta atualizada, vacinação em dia e atenção especial às crianças na primeira infância.







