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Concessão do Aeroporto de Três Lagoas avança para fase de diálogo com investidores

O Ministério de Portos e Aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi) iniciaram a fase de apresentação ao mercado da concessão do Aeroporto Plínio Alarcon, em Três Lagoas (MS). O objetivo é esclarecer dúvidas de potenciais investidores antes da disputa que culminará no leilão marcado para 17 de dezembro de 2026.

Os encontros do roadshow foram agendados para segunda‑feira, 19, e terça‑feira, 20, com sessões individuais de até 60 minutos. As reuniões de segunda‑feira aconteceram presencialmente na sede da Anac, em São Paulo, enquanto as de terça‑feira foram realizadas de forma virtual, permitindo a participação de empresas de todo o país.

Roadshow de investidores

Durante as sessões, representantes dos órgãos responsáveis detalharam o modelo de concessão, as condições contratuais e os critérios de avaliação das propostas. A iniciativa faz parte da repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, que passou a incluir dez terminais regionais, entre eles o de Três Lagoas.

A apresentação ao mercado antecede a entrega das propostas e o leilão que ocorrerá na B3, em São Paulo, em 17 de dezembro de 2026. O resultado definirá o operador que assumirá a concessão repactuada do aeroporto da capital federal e as obrigações relacionadas à gestão dos aeroportos regionais incorporados ao contrato.

Modelo de concessão

O projeto prevê que os terminais regionais sejam administrados em conjunto com o aeroporto de Brasília, aproveitando a estrutura de uma concessão de maior porte para viabilizar investimentos e operação em aeroportos com menor movimentação. O pacote inclui, além de Três Lagoas, os aeroportos de Bonito e Dourados (MS); Juína, Cáceres e Tangará da Serra (MT); Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO); Ponta Grossa (PR) e Barreiras (BA). A iniciativa está inserida no Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR), que busca atrair recursos privados para a infraestrutura aeroportuária.

Para Três Lagoas, a inclusão do aeroporto no contrato abre caminho para investimentos e uma nova estrutura de gestão. Contudo, a concessão não garante a retomada automática de voos comerciais. O Aeroporto Plínio Alarcon está sem operações regulares desde março de 2025, quando a Azul Linhas Aéreas encerrou seus voos no município. A definição do futuro operador será decisiva para a implementação do novo modelo, enquanto a oferta de rotas dependerá das decisões das companhias aéreas e da viabilidade comercial dos voos.

Com o leilão programado para 2026, os interessados ainda têm tempo para analisar o projeto, apresentar propostas e negociar eventuais ajustes. O desfecho do processo deverá impactar a conectividade da região, a geração de empregos e a atração de investimentos privados, aspectos relevantes para a economia local e para o desenvolvimento da aviação regional no Brasil.