Marcos Pollon (PL), reeleito deputado federal por Mato Grosso do Sul com 140.129 votos, solicitou nesta sexta-feira (23) uma mobilização intensificada na reta final da campanha presidencial. O objetivo é conquistar eleitores indecisos e convencer aqueles que se abstiveram ou votaram em outros candidatos no primeiro turno a apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno. A declaração foi feita em entrevista à Massa FM.
O parlamentar defendeu uma estratégia baseada no diálogo e nos argumentos para ampliar o apoio ao candidato do PL. Pollon avaliou que a disputa está acirrada e questionou a confiabilidade das pesquisas eleitorais atuais. Para ele, cada voto será determinante no resultado final.
“Vamos conquistar voto com inteligência, não na truculência”, afirmou o deputado. Ele incentivou os apoiadores a conversarem diretamente com pessoas que ainda não definiram seu voto, incluindo quem optou por nulos ou candidatos de outras correntes políticas.
Cenário de polarização
Na avaliação de Pollon, o ambiente político atual é mais polarizado do que na eleição presidencial de 2022. Ele atribui esse cenário ao fortalecimento das posições ideológicas em disputa. O deputado defendeu que a campanha seja conduzida com tranquilidade, evitando ofensas ou agressividade.
Questionado sobre comparações feitas por adversários, que associam um eventual governo de Flávio Bolsonaro à gestão de Jair Bolsonaro, Pollon reconheceu a identificação ideológica entre os dois. No entanto, destacou diferenças no estilo político. Para o deputado, Flávio possui um perfil mais voltado à articulação política e ao diálogo, o que, na visão dele, facilita a construção de alianças.
Transição e prioridades legislativas
Durante a entrevista, Pollon confirmou que recebeu um convite de Flávio Bolsonaro para integrar uma eventual equipe de transição. A área de atuação seria a legislação sobre armas, caso o senador vença a eleição presidencial. O deputado ressaltou que sua participação depende da vitória nas urnas e da definição final dos nomes da equipe.
Pollon defendeu mudanças no Estatuto do Desarmamento. Ele argumentou que a legislação deve priorizar o desarmamento de criminosos, faccionados e terroristas, preservando o acesso legal de cidadãos que cumprem a lei. “A mudança principal é fazer uma lei para desarmar marginal, para desarmar faccionado, para desarmar terrorista, para desarmar criminoso”, declarou.
Além do cenário eleitoral, o deputado falou sobre as prioridades para o próximo mandato na Câmara dos Deputados. Ele destacou a intenção de planejar a destinação de emendas parlamentares ao longo dos quatro anos, com atenção especial às famílias atípicas, às pessoas autistas e neurodivergentes. Pollon afirmou que pretende dialogar com especialistas, entidades e familiares para definir essas prioridades.
Entre as iniciativas mencionadas estão a implantação de salas multissensoriais na rede pública e a capacitação de professores e profissionais para atender crianças neurodivergentes. O parlamentar busca estruturar políticas públicas que atendam a essas demandas específicas no próximo ciclo legislativo.







