No sábado (24), o Dia Mundial de Luta contra a Poliomielite destacou a importância da vacinação infantil em Três Lagoas. A cidade registrou cobertura vacinal de 95% entre crianças menores de um ano, atingindo o índice mínimo exigido pelo Ministério da Saúde.
Entretanto, a taxa cai para cerca de 84% nas crianças a partir de um ano de idade, ficando abaixo da meta de reforço. Esse descuido pode comprometer a proteção coletiva e deixar parte da população vulnerável à doença.
A poliomielite é uma doença contagiosa que pode causar paralisia permanente e, em casos graves, levar à morte. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, é a única forma eficaz de prevenção.
Vacinação infantil
Segundo Humberta Azambuja, coordenadora do setor de imunização de Três Lagoas, é fundamental que as crianças recebam todas as doses previstas no calendário infantil. O esquema inclui três doses antes de completar um ano e deve ser finalizado antes dos cinco anos de idade.
Azambuja enfatizou que “o ideal é que a criança consiga finalizar o seu esquema de vacinação contra a pólio antes dos cinco anos, para que tenha uma proteção duradoura para toda a vida”. O descumprimento pode gerar lacunas na imunidade.
A diferença entre os índices de cobertura preocupa porque a proteção coletiva depende de percentuais elevados e homogêneos de vacinação. Em Três Lagoas, enquanto a meta foi atingida entre os menores de um ano, a cobertura de aproximadamente 84% entre as crianças a partir dessa idade indica que parte do público pode estar com a proteção incompleta.
Cobertura vacinal
O Brasil não registra circulação do vírus da poliomielite desde 1989, e o último caso da doença no país foi confirmado em 1989. Apesar desse cenário favorável, a vacinação continua sendo essencial para evitar a reintrodução do vírus.
A poliomielite ainda não foi erradicada mundialmente. Em países e regiões afetados por conflitos e guerras, dificuldades de acesso impedem que equipes de saúde alcancem todas as crianças. Com o deslocamento internacional de pessoas, existe o risco de o vírus chegar a locais onde a cobertura vacinal é insuficiente.
Diante desse cenário, a orientação é que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso haja doses pendentes. Manter o esquema completo, especialmente na primeira infância, é a principal medida para proteger as crianças e impedir que a poliomielite volte a ameaçar a população.
Com a cobertura vacinal em Três Lagoas ainda abaixo da meta para a fase de reforço, autoridades de saúde locais devem intensificar campanhas de conscientização e facilitar o acesso às unidades de vacinação. A continuidade da imunização é crucial para manter a imunidade coletiva e evitar surtos futuros.








