O Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT/MS) registrou, até 26 de outubro, 35 denúncias de assédio eleitoral no âmbito laboral. Das 35, 11 foram apresentadas antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, e o restante chegou após o encerramento oficial das eleições.
Em nível nacional, o MPT recebeu 1.937 denúncias relacionadas ao mesmo tema nas eleições de 2022, demonstrando que a prática ainda é recorrente em diferentes estados. O fato de as queixas persistirem após o pleito evidencia que pressões podem se estender ao período pós‑eleitoral, reforçando a necessidade de vigilância contínua por parte das autoridades trabalhistas. A instituição reforça que trabalhadores que sofreram ou testemunharam ameaças, intimidações ou constrangimentos ligados ao voto podem buscar o órgão a qualquer momento, inclusive depois da divulgação dos resultados.
Denúncias registradas
As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho costumam envolver ameaças de demissão, recusa de contratação ou outras sanções motivadas pela escolha política do empregado. Também são relatados casos em que a pressão ocorre por meios digitais, como mensagens de texto, redes sociais ou aplicativos de comunicação, ampliando o alcance das intimidações.
A procuradora‑chefe do MPT/MS, Cândice Arosio, destacou que o fim do período eleitoral não impede a apresentação de novas denúncias. “O órgão mantém disponível seu canal on‑line para receber relatos a qualquer momento, inclusive após o período eleitoral”, afirmou, reforçando a disponibilidade do serviço 24 horas por dia. Arosio também ressaltou que as investigações seguem em curso para identificar os responsáveis.
Como denunciar
Quem sofreu ou presenciou situações de assédio eleitoral pode registrar a denúncia de forma sigilosa pelo canal on‑line do Ministério Público do Trabalho, que funciona 24 horas por dia. Também é possível comparecer presencialmente a uma das três unidades do MPT/MS, localizadas em Campo Grande (Rua Dr. Paulo Machado, 120, Royal Park), Dourados (Rua Ediberto Celestino de Oliveira, 2.605, Vila Planalto) e Três Lagoas (Rua Paranaíba, 1.937, Jardim Colinos), com atendimento de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Com o número crescente de relatos, o MPT/MS indica que continuará monitorando as denúncias e adotará as medidas cabíveis para coibir práticas que violam o direito ao voto livre e secreto. Trabalhadores que ainda não tenham denunciado são orientados a utilizar os canais disponíveis, garantindo sigilo e proteção contra possíveis retaliações.







