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Transporte lidera alta de emprego, agro registra crescimento de 4,6%

Setor de transporte lidera crescimento do emprego no Brasil em 2026, segundo IBGE. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

O setor de transporte, armazenagem e correio liderou a alta do emprego no Brasil no último trimestre de 2026, com 411 mil trabalhadores a mais, representando 6,9% de crescimento anual, segundo a PNAD Contínua do IBGE divulgada nesta sexta-feira (30).

O único outro grupo com aumento significativo foi o que reúne administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que registrou 400 mil ocupados a mais, alta de 2,1%. Nos demais setores, o IBGE não identificou variação significativa.

Em comparação com o trimestre encerrado em junho, apenas a construção ampliou o número de ocupados: 210 mil pessoas a mais, alta de 2,8%. Os demais setores permaneceram estáveis.

A taxa de desemprego ficou em 5,2%, a menor para um terceiro trimestre desde 2012. O nível de ocupação, que mede a fatia da população em idade de trabalhar que está empregada, atingiu 59%, recorde da série. A força de trabalho totalizou 109,3 milhões de pessoas, 788 mil a mais que um ano antes.

Renda por setor

O rendimento médio no trabalho principal cresceu em três setores na comparação anual. Comércio e reparação de veículos aumentou 5,6%, mais R$163; serviços domésticos subiu 5,5%, mais R$78; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura subiu 4,6%, mais R$106. Os demais setores tiveram renda estável.

No trimestre, o trabalho doméstico foi o único com ganho, de 3,2%, mais R$46. Já o grupo de outros serviços teve queda de 5,5%, equivalente a R$168 a menos por mês.

Por tipo de vínculo, a renda subiu em trabalhadores domésticos (5,5%, mais R$78), empregados do setor público (3,3%, mais R$179) e trabalhadores por conta própria (3,7%, mais R$113). As demais categorias ficaram estáveis.

A média de todos os trabalhos, o rendimento habitual, foi de R$3.790, contra R$3.753 no trimestre anterior e R$3.660 um ano antes.

Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 37,5% dos ocupados, o que representa 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa era de 37,4% (38,6 milhões). Um ano antes, 37,8% (38,7 milhões). A taxa recuou na comparação anual, mas o número absoluto de informais permaneceu praticamente igual, pois o total de ocupados também cresceu.

O IBGE divulgará em 27 de novembro os números do trimestre encerrado em outubro. Os resultados por estado, incluindo Mato Grosso do Sul, saem na divulgação trimestral da pesquisa, que ainda não tem os dados do terceiro trimestre.