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Servidores da Prefeitura de Tacuru confessam ameaças de envenenar água indígena

Servidores da Prefeitura de Tacuru afastados após ameaças contra indígenas Guarani-Kaiowá. Breno Esaki | Metrópoles

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, confessaram à Polícia Federal que gravaram áudios ameaçando envenenar a água consumida pelos indígenas Guarani‑Kaiowá da Aldeia Sassoró.

Os depoimentos revelam que os funcionários, alegando estarem embriagados, afirmaram não possuir meios para executar as ameaças.

O primeiro servidor foi afastado na quarta‑feira, 28 de outubro, enquanto o segundo deixou as funções na sexta‑feira, 30 de outubro.

Ambos respondem a processo administrativo disciplinar e permanecem sob investigação da Polícia Federal, conforme confirmação do prefeito Rogério Torquetti, do PSDB.

Interações de ameaça

O prefeito afirmou que nenhum dos servidores atua diretamente no abastecimento de água da aldeia, mas reconheceu a gravidade das ameaças.

A gravação circulou em um grupo de WhatsApp após a vitória de Lula no segundo turno da eleição presidencial, contendo a frase: “Tem que por veneno na água, tem que matar essas pragas na água”.

Lideranças indígenas denunciam o caso e exigem responsabilização, enquanto a investigação parece concluída, mas o procedimento permanece em apuração pela Polícia Federal.

O episódio se insere em um contexto de mais de 30 denúncias de violência contra indígenas durante o período eleitoral, levando o governo federal a criar uma força‑tarefa e enviar uma comitiva de ministros ao estado.

Apesar da justificativa de álcool, a Polícia Federal mantém a investigação, e os servidores continuam afastados, respondendo na esfera administrativa e aguardando decisões futuras.

O caso destaca a necessidade de proteção aos direitos indígenas e a importância de responsabilizar quem ameaça a segurança de comunidades vulneráveis.

A Polícia Federal ainda não divulgou prazo para conclusão da investigação, mas as autoridades indicam que o caso pode levar a processos criminais e administrativos.

Para a comunidade indígena, o episódio reforça a urgência de garantir segurança e respeito aos direitos de água e território, exigindo monitoramento constante.