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Azambuja diz que ato pró-Flávio foi o maior já visto em Campo Grande

Reinaldo Azambuja comenta ato pró-Flávio Bolsonaro em Campo Grande

Na manhã deste domingo, 25, dia do segundo turno, o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) afirmou que o ato a favor de Flávio Bolsonaro realizado no sábado, 24, em Campo Grande foi “com certeza a maior manifestação” que já viu na capital. A declaração foi feita em entrevista ao vivo, por telefone, à cobertura eleitoral do Grupo RCN.

Azambuja, ex‑governador de Mato Grosso do Sul e eleito senador no primeiro turno, não informou estimativa de público para o evento. Segundo ele, mobilizações semelhantes ocorreram em praticamente as 79 cidades do estado no sábado, citando conversas com apoiadores em Miranda (190 km), Amambai (338 km), Três Lagoas (311 km) e Maracaju (149 km). “Nunca teve uma carreata tão grande como houve ontem à tarde”, afirmou.

O senador‑eleito atribuiu a grande participação a dificuldades que, segundo ele, o país ainda não enfrentou: juros altos, endividamento das famílias e baixo crescimento. Também apontou crise no comércio, na indústria e no agronegócio, além de criticar o que descreveu como “aparelhamento da máquina pública para um partido”, sem identificar o partido.

Para Azambuja, os parlamentares eleitos no primeiro turno terão a responsabilidade de promover “uma grande reforma estruturante do Brasil” caso Flávio Bolsonaro vença. Ele resumiu a proposta com a frase “menos Brasília e mais Brasil”, sem detalhar as mudanças defendidas.

Impacto local

Azambuja disse que votará ainda pela manhã, em Campo Grande, e que o resultado do segundo turno deve ser conhecido na noite deste domingo, após a apuração. Ele assumirá a cadeira no Senado em fevereiro de 2027. O senador‑eleito ainda observou que muitos prefeitos nos municípios do interior encontram dificuldades para executar políticas públicas porque o sistema está “muito engessado”.

Azambuja também alertou que a atual configuração da administração pública dificulta a ação dos executivos municipais. Segundo ele, a redução da interferência federal poderia dar mais autonomia a estados e cidades para enfrentar desafios locais, sobretudo nos setores agrícola, industrial e comercial, pilares da economia regional.