B3 divulgou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, registrando receita líquida de R$ 3,1 bilhões, alta de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025, e lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão, crescimento de 8% no comparativo anual. O lucro por ação recorrente chegou a R$ 0,28, representando aumento de 12%.
As receitas pró-cíclicas, vinculadas ao volume de negociações em renda variável e derivativos listados, cresceram 7,9%, com o segmento de Mercados faturando R$ 2 bilhões, 9,0% acima do trimestre anterior.
As receitas recorrentes subiram 17,3%, destacando-se Soluções para Mercado de Capitais (R$ 201,0 milhões, alta de 25,8%), Soluções Analíticas de Dados Trillia (R$ 315,2 milhões, crescimento de 22%), Renda Fixa e Crédito (expansão de 17%) e Tecnologia e Plataformas (R$ 526,8 milhões, avanço de 16%).
No mercado de renda variável à vista, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) aumentou 20,1%, atingindo R$ 31,3 bilhões, impulsionado pelos BDRs (+41,8%) e fundos listados (+73,6%). Em contraste, o volume médio diário de contratos de derivativos caiu 8,3%, totalizando 11,1 milhões, devido à menor atividade em derivativos de criptoativos, embora tenha sido compensado por alta em contratos de taxa de juros (+6,7%) e índices de ações (+20,4%).
Em renda fixa, o volume de estoque médio subiu 16,5%, com as novas emissões de Recibo de Depósito Bancário (RDB) crescendo 30,4%.
A B3 lançou novos produtos, como índices da família B3 Tesouro IPCA, contratos de eventos financeiros e ampliou o programa de RLP para ações e fundos. Também iniciou testes de infraestrutura com a stablecoin B3RL para tokenização de ativos e recebeu autorização para atuar na escrituração de duplicatas.
As despesas operacionais ajustadas aumentaram 6,2% no trimestre, acompanhando a inflação, enquanto os investimentos em tecnologia totalizaram R$ 229 milhões.
A empresa concluiu a venda de 37,5% da Dimensa por R$ 665 milhões, gerando ganho não recorrente de R$ 123,9 milhões. No mesmo período, aprovou distribuição de R$ 1,1 bilhão em juros sobre capital próprio e destinou R$ 196,9 milhões para recompra de ações, totalizando R$ 1,3 bilhão retornados aos acionistas.








