O Brasil foi excluído da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia. A decisão ocorre porque o país não apresentou garantias suficientes de conformidade com as novas exigências sanitárias do bloco.
A partir desta quinta-feira (3), carnes, ovos, leite, mel e produtos da aquicultura brasileiros podem ser barrados na entrada do mercado europeu. A restrição está ligada ao controle do uso de medicamentos antimicrobianos.
Impacto nas exportações
O agronegócio brasileiro enfrenta um desafio regulatório significativo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), cerca de US$ 1,85 bilhão em exportações de alimentos estão sob risco de interrupção.
A adequação das normas é considerada mais complexa na pecuária bovina. Isso ocorre devido à movimentação dos animais entre diferentes propriedades ao longo do ciclo produtivo. Já os setores de aves e suínos tendem a adaptar-se com mais facilidade, graças a sistemas de produção mais integrados.
Estratégias do governo
O governo brasileiro e o setor privado buscam alternativas para evitar a perda do mercado europeu. As medidas discutidas incluem o aprimoramento dos controles de rastreabilidade e a criação de uma produção específica para exportação.
Há também em avaliação mudanças na relação de antimicrobianos proibidos no Brasil. O objetivo é adequar os procedimentos nacionais às exigências europeias sem estender as mesmas restrições a toda a produção destinada ao mercado interno e a outros países.







