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Maio deve ser mais quente e seco que o normal em Mato Grosso do Sul, aponta previsão

Mato Grosso do Sul deve enfrentar temperaturas superiores aos registros históricos e chuvas escassas ao longo de maio de 2026, conforme projeção climática divulgada pela Climatempo. O cenário é atribuído à presença de um bloqueio atmosférico que limita o avanço de frentes frias sobre o Centro-Oeste e favorece a permanência de ar seco e quente sobre o estado.

O bloqueio decorre do aquecimento anormal das águas superficiais em duas grandes faixas oceânicas. No Pacífico, a elevação da temperatura se estende desde a linha do Equador até a costa do Chile. No Atlântico, o aquecimento ocorre ao largo do litoral brasileiro. Esse padrão de temperatura gera áreas de alta pressão que reduzem a formação de nuvens carregadas e restringem a incursão de massas de ar frio vindas do sul do continente.

Embora sistemas frontais continuem a avançar pela Região Sul ao longo do mês, a maioria das frentes frias deve perder intensidade antes de alcançar o Centro-Oeste. A barreira atmosférica retém o ar polar na metade meridional do país e impede que as ondas de frio provoquem quedas significativas de temperatura em Mato Grosso do Sul. Assim, episódios de refresco serão pontuais e de curta duração.

A combinação de calor persistente e ausência de chuvas volumosas reforça o padrão típico do período de transição para a estação seca. De acordo com a climatologia, maio já apresenta redução natural das precipitações no estado, mas a expectativa para 2026 é de volumes ainda mais baixos que a média. A previsão indica acumulados dentro do patamar mínimo habitual, com distribuição irregular ao longo do mês.

Enquanto parte da Região Sul pode registrar chuva acima dos níveis tradicionais, a tendência para o Centro-Oeste é de precipitações esparsas. Esse contraste reflete a atuação diferenciada das frentes frias: mais ativas no sul do país e pouco influentes em áreas internas do território brasileiro, como Mato Grosso do Sul.

Com tempo firme predominante, a umidade relativa do ar deve cair em diversos municípios, principalmente durante as tardes. As regiões Norte e Pantaneira tendem a apresentar os índices mais baixos, o que aumenta o desconforto térmico e pode agravar problemas respiratórios. Autoridades de saúde recomendam atenção redobrada à hidratação, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

A ausência de chuvas significativas também eleva o risco de queimadas em áreas de vegetação suscetível. Pastagens secas e resíduos agrícolas tornam-se combustível para focos de incêndio, que podem ganhar intensidade com a baixa umidade e o calor constante. Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais mantêm monitoramento em tempo integral para agir de forma rápida em eventuais ocorrências.

No setor agrícola, produtores devem ajustar estratégias de manejo diante do déficit hídrico previsto. Culturas que dependem de irrigação podem exigir volumes adicionais de água, enquanto lavouras de sequeiro podem enfrentar estresse hídrico em estágios críticos de desenvolvimento. Técnicos recomendam acompanhamento frequente das condições do solo e adoção de práticas de conservação de umidade.

O padrão climático observado em maio marca o início efetivo do período seco no estado, que costuma se estender até setembro. A persistência de temperaturas elevadas durante a noite pode impedir a dissipação de calor acumulado, mantendo os termômetros acima da média nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer.

A Climatempo destaca que, mesmo com a possibilidade de eventos isolados de instabilidade, o panorama geral para Mato Grosso do Sul é de um mês com calor predominante, chuvas abaixo do esperado e umidade reduzida. O monitoramento das condições oceânicas continuará nas semanas seguintes para avaliar possíveis mudanças no bloqueio atmosférico e eventuais impactos nos meses subsequentes do período seco.

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