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Campo Grande confirma 11º morcego com raiva no ano e reforça orientações de segurança

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) confirmou o 11º registro de raiva em morcego em Campo Grande desde o início do ano. O animal infectado foi encontrado na região da Vila Nasser, dentro do perímetro urbano da capital sul-mato-grossense. As autoridades municipais reiteram que, apesar da ocorrência, a situação não é considerada alarmante, mas exige atenção permanente da população para evitar contato direto com mamíferos suspeitos e garantir a vacinação de cães e gatos.

Casuística atual

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), 202 morcegos com suspeita de contaminação por raiva foram recolhidos em diferentes bairros da cidade desde janeiro. Destes, 11 apresentaram resultado positivo para o vírus após análise laboratorial, configurando taxa de positividade inferior a 6%. A pasta explica que o monitoramento faz parte de rotina epidemiológica já estabelecida e que o volume de casos permanece dentro do esperado para o período.

A confirmação mais recente ocorreu após moradores da Vila Nasser localizarem um morcego caído em via pública. O animal foi recolhido por equipe do CCZ, encaminhado ao laboratório de referência e testado para raiva. O resultado positivo levou à atualização do total anual de ocorrências registradas no município.

Orientações à população

As autoridades sanitárias alertam que qualquer morcego encontrado caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos deve ser tratado como potencialmente infectado. Nesses casos, a recomendação é não tocar no animal, nem permitir que crianças ou pets se aproximem. A orientação do CCZ é isolar o local com segurança, de preferência colocando um balde ou caixa sobre o morcego, ou mantendo portas e janelas fechadas até a chegada da equipe especializada.

Após o isolamento, o cidadão deve comunicar imediatamente o CCZ para recolhimento e encaminhamento do espécime. O atendimento telefônico funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, pelos números (67) 2020-1789 ou (67) 2020-1801. Fora desse horário, inclusive à noite, fins de semana e feriados, o plantão está disponível no telefone (67) 2020-1794. A sede do órgão fica na Avenida Filinto Müller, 1.601, Vila Ipiranga, com atendimento presencial diário das 7h às 21h.

Importância da vacinação animal

Para evitar a transmissão da raiva a seres humanos, a Prefeitura destaca a necessidade de manter cães e gatos com a vacinação antirrábica em dia. A imunização dos animais domésticos cria uma barreira adicional contra a expansão do vírus, reduzindo o risco de circulação em áreas urbanas. A dose é gratuita e está disponível em unidades de saúde veterinária municipais e em campanhas itinerantes promovidas ao longo do ano.

A Sesau reforça que a vacinação anual é obrigatória mesmo para animais que não tenham contato direto com morcegos ou que vivam predominantemente em ambientes internos. Segundo o órgão, a responsabilidade pela aplicação da vacina é do tutor, que deve apresentar carteira de vacinação ou documento de identificação do animal no momento do procedimento.

Procedimentos após contato

Caso uma pessoa seja arranhada, mordida ou tenha qualquer contato com saliva de morcego suspeito, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação clínica. A profilaxia pós-exposição, quando adotada de forma oportuna, reduz substancialmente o risco de desenvolvimento da doença. O mesmo vale para animais domésticos que eventualmente se envolvam em confronto ou contato direto com morcegos: eles devem ser levados ao veterinário e, se necessário, encaminhados ao CCZ para quarentena e avaliação laboratorial.

Monitoramento contínuo

O CCZ mantém vigilância ativa em todos os bairros de Campo Grande. As equipes realizam captura de morcegos, investigação de pontos de abrigo e ações educativas em escolas e estabelecimentos comerciais, além de divulgar orientações preventivas por meio de campanhas institucionais. O órgão lembra que a participação da comunidade, por meio de notificações rápidas e do cumprimento das orientações sanitárias, é fundamental para o controle da raiva no ambiente urbano.

Embora não exista, no momento, indicação de surto, a Sesau afirma que continuará acompanhando de perto a evolução dos casos e, se necessário, adotará medidas adicionais. A população pode se manter informada pelos canais oficiais da Prefeitura e pelas linhas telefônicas do CCZ, cujo atendimento está estruturado para esclarecer dúvidas e registrar ocorrências envolvendo animais potencialmente infectados.

Com a confirmação do 11º caso em 2024, a Secretaria de Saúde reforça que a prevenção depende do cumprimento das recomendações básicas: não tocar em morcegos encontrados em situações atípicas, acionar rapidamente o CCZ e garantir a vacinação regular de cães e gatos. A colaboração da comunidade permanece decisiva para que a raiva continue sob controle em Campo Grande.