Campo Grande mantém ritmo acelerado na ampliação da infraestrutura de saneamento e já soma 94% de cobertura de esgoto. O avanço se materializa, neste momento, em frentes de trabalho nos bairros Tijuca e Guanandi, onde a concessionária Águas Guariroba instala novas tubulações e ligações domiciliares com previsão de beneficiar cerca de 10 mil moradores.
No Tijuca, considerada a principal frente de obras em andamento, a concessionária executa aproximadamente 30 quilômetros de rede coletora. Além da extensão total de tubos, o projeto contempla mais de 3,5 mil ligações residenciais para captar e encaminhar o esgoto doméstico às estações de tratamento. A conclusão dessa etapa está programada para setembro, prazo que, segundo a empresa, permitirá integrar o novo sistema às estruturas já existentes na capital sul-mato-grossense.
As intervenções integram o plano de expansão do saneamento básico conduzido pela Águas Guariroba, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto no município. A estratégia prevê elevar a cobertura para 98% até 2028, aproximando a cidade da universalização do serviço. Para atingir esse percentual, a companhia programa a implantação progressiva de tubulações, estações elevatórias e ligações domiciliares em diferentes regiões urbanas.
A expansão da rede não se restringe ao esgotamento sanitário. Depois da implantação das tubulações, Tijuca e Guanandi também receberão obras de pavimentação e drenagem. A intenção, de acordo com o planejamento municipal e da concessionária, é executar as etapas de forma coordenada, reduzindo a necessidade de novas intervenções no solo e evitando transtornos recorrentes aos moradores.
Moradores dos bairros que aguardam o serviço há vários anos associam a chegada do esgotamento sanitário a melhorias diretas na qualidade de vida. A instalação da rede reduz a exposição a águas servidas, diminui o risco de disseminação de doenças de veiculação hídrica e valoriza os imóveis. Além disso, o sistema contribui para preservar cursos d’água que atravessam a cidade, ao impedir o despejo irregular de detritos.
O plano de médio prazo projeta 200 quilômetros adicionais de tubulações até 2026, atendimento que deve alcançar 22 bairros e beneficiar mais de 68 mil pessoas. Esse cronograma inclui regiões que ainda apresentam cobertura parcialmente fragmentada ou inexistente, com destaque para áreas em expansão imobiliária. Desde o início da atual fase do programa, mais de 50 quilômetros de rede já foram entregues, viabilizando o atendimento a cerca de 4 mil famílias.
A concessionária informa que o processo de expansão segue etapas padronizadas: levantamento topográfico, escavação, assentamento de tubulações, instalação de registros e caixa de inspeção individual. Na sequência, equipes técnicas realizam testes de estanqueidade antes de liberar as ligações para uso definitivo. Concluída a fase subterrânea, tem início o restabelecimento do pavimento, seguido por serviços de drenagem pluvial onde há necessidade.
A integração de novas áreas ao sistema exige ainda a construção de estações elevatórias para bombear o efluente até as unidades de tratamento. Campo Grande conta hoje com uma capacidade instalada que, segundo a concessionária, suporta a carga adicional prevista no projeto. Caso surjam pontos de saturação, o plano diretor de saneamento indica a expansão das unidades existentes ou a edificação de estações complementares.
Para acompanhar o avanço físico das frentes de trabalho, a prefeitura e a concessionária mantêm canais de atendimento aos moradores, incluindo plataformas digitais e teleatendimento. Essas ferramentas permitem o registro de dúvidas sobre prazos, eventuais interdições de vias e requisitos para solicitar ligação domiciliar. As obras são executadas em horários que buscam minimizar impacto no fluxo de veículos e de pedestres, com sinalização e rotas alternativas quando necessário.
Além de Tijuca e Guanandi, outras etapas já programadas contemplam, entre 2024 e 2025, a região do Jardim Batistão. O cronograma detalhado aponta ainda a expansão em corredores estratégicos de transporte coletivo, facilitando a posterior recomposição asfáltica e a implantação de sistemas de drenagem que reduzam alagamentos sazonais.
O investimento em saneamento é financiado por recursos próprios da concessionária, complementados por linhas de crédito específicas para infraestrutura urbana. A empresa não divulga valores por contrato, mas indica que o volume destinado ao atual ciclo de obras integra o cálculo tarifário aprovado pela agência reguladora estadual. A modelagem financeira prevê a amortização dos investimentos ao longo do prazo de concessão sem reajustes extraordinários.
Enquanto as equipes avançam nas valas e assentam tubos, o índice de cobertura da capital sul-mato-grossense segue como um dos mais elevados do país. Com 94% de atendimento já consolidado e meta de 98% até 2028, Campo Grande busca consolidar seu sistema de esgotamento sanitário como base para novas políticas de saúde pública, desenvolvimento urbano e preservação ambiental.








