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Chuva em Campo Grande supera a média histórica em 81% nos primeiros 15 dias de outubro

Rotatória da Avenida Ernesto Geisel com Rachid Neder Foto: Portal RCN67

Nos primeiros quinze dias de outubro, o Estado de Mato Grosso do Sul registrou volumes de chuva que já ultrapassam a média histórica de todo o mês em grande parte de seu território, segundo levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (CEMTEC). Em Campo Grande, a capital, foram acumulados 272,8 milímetros, 81% a mais que a média mensal de 150,6 milímetros, o que indica um avanço acelerado da temporada chuvosa.

O levantamento, elaborado pela equipe técnica do CEMTEC, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), utilizou dados de estações meteorológicas e pluviômetros de diferentes instituições. O estudo abrange o período de 1º a 15 de outubro e demonstra que, em diversas localidades, a precipitação já superou significativamente o esperado para todo o mês.

Em Campo Grande, os registros foram feitos em quatro pontos de monitoramento. No Córrego Anhanduizinho, o acumulado chegou a 272,8 milímetros; no Jardim Panamá, 238,2 milímetros; na UPA Aparecida Gonçalves Saraiva, 235 milímetros; e na estação do INMET, instalada na Embrapa Gado de Corte, 221,6 milímetros. A média histórica de referência, calculada com base nos dados da estação do INMET para o período de 1981 a 2010, é de 150,6 milímetros. Os excedentes correspondem a 81% no Córrego Anhanduizinho, 58% no Jardim Panamá, 56% na UPA e 47% na estação INMET/Embrapa.

Chuva em Campo Grande

Além da capital, os maiores volumes absolutos foram observados em municípios como Itaquiraí (297,8 milímetros), Paraíso das Águas – Fazenda Ranchinho (294,6 milímetros), Dourados (290,4 milímetros), Amambai – região de Novo Horizonte (281,6 milímetros) e Maracaju (281,2 milímetros). Esses valores superam a média histórica de outubro em cada localidade, reforçando a irregularidade da distribuição pluviométrica no estado.

Algumas cidades se destacam pelo percentual de excedente em relação à média histórica. Em Corumbá, a Fazenda São Cândido registrou um acumulado 154% acima da média esperada, enquanto a área urbana do município chegou a 130% de excedente. Paraíso das Águas – Fazenda Ranchinho apresentou 117% acima do esperado, Caracol – Fazenda Ouro e Prata 109%, e Maracaju 95%.

Regiões com déficit

Nem todas as regiões acompanharam esse ritmo. Municípios como Paranaíba, Sonora, Porto Murtinho (Fazenda São Luís) e Camapuã apresentaram acumulados abaixo da média histórica, com déficits de 46%, 34%, 21% e 15%, respectivamente. O CEMTEC alerta que essas diferenças exigem atenção para a umidade do solo e aumentam o risco de incêndios florestais nas áreas menos chuvosas.

Os técnicos do CEMTEC ressaltam que volumes elevados concentrados em curtos períodos exigem monitoramento constante das condições meteorológicas, da capacidade de infiltração do solo e da gestão dos recursos hídricos. O balanço da primeira quinzena indica um avanço da transição para o período chuvoso em Mato Grosso do Sul, mas também evidencia que o comportamento das precipitações varia de uma região para outra.

O acompanhamento dos acumulados nas próximas semanas será fundamental para avaliar se a distribuição das chuvas se mantém equilibrada ou se persistirão áreas de excesso e de déficit. Autoridades estaduais já sinalizam a necessidade de reforçar planos de mitigação de enchentes nas cidades com maiores excedentes e de intensificar a vigilância contra incêndios nas regiões que ainda registram pouca precipitação.

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